Presidente da Câmara não quer passadeiras elevadas em Travanca de Lagos

“É verdade que o presidente da Câmara tem resistido a esta tentação facilitadora de colocação de passadeiras elevadas, porque há limites de velocidade que devem ser cumpridos”.

A afirmação foi proferida esta manhã, em reunião pública do executivo, pelo próprio presidente do município de Oliveira do Hospital a propósito do abaixo-assinado recolhido em Travanca de Lagos e no qual, a população em geral apelava à colocação de limitadores de velocidade na estrada que atravessa a localidade e está adjacente ao lar de idosos e à Casa da Criança Sarah Beirão.

A preocupação partilhada pelo próprio presidente da Junta de Freguesia de Travanca de Lagos – “é verdade e não nego que o presidente da Junta tem feito referência a esta situação”, contou Alves – é que não deixou o autarca oliveirense sensibilizado, chegando a recordar que a colocação de passadeiras elevadas na cidade foi geradora de grandes críticas. “Até nas vias municipais, onde há limites de velocidade pedem lombas elevadas”, ironizou, considerando entretanto que não é com a colocação desses elementos que se reduz a velocidade.

Ao invés, lembra que no troço em causa “não se pode dar mais do que 50 km/h” e que “devem as autoridades vigiar e prevenir os prevaricadores”. Pelo que explicou, situação semelhante tem ocorrido em outras localidades, onde também Alves se tem oposto à colocação de passadeiras elevadas, dando o exemplo concreto de Penalva de Alva.

“Tenho procurado resistir e demover os presidentes de Junta de Freguesia dessa situação”, referiu, considerando também que ninguém assegura que “com uma passadeira não vão lá haver mais acidentes”.

Acrescentou que “muitas vezes, os elementos reguladores acabam por gerar situações imprevistas”, dando o exemplo das crianças que entram sem cuidado nas passadeiras. Mário Alves referiu-se ainda aos semáforos enquanto melhor garantia de segurança para os peões, constatando que também nas zonas onde eles existem se verificam situações de perigosidade pelo seu não cumprimento.

A consideração do presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital é que não agradou ao vereador socialista José Francisco Rolo que, estabeleceu uma comparação com as lombas que, frequentemente, vão sendo repostas em frente à escola básica de Gavinhos de Cima, na estrada que liga Oliveira do Hospital à Felgueira Velha.

“Não era difícil colocar lombas em Travanca de Lagos”, referiu o socialista, verificando que o volume de tráfego em ambas as vias é comparável. Embora sem elementos que lhe permitissem estabelecer uma comparação entre as duas situações, Mário Alves disse estar em face duas situações diferentes, já que em Travanca de Lagos a via em questão atravessa a localidade e em Gavinhos verifica-se uma “zona de aceleração”.

Perante a inexistência de soluções para o problema em análise, Maria José Freixinho propôs a colocação, na margem da estrada, de uma imagem de um elemento de segurança, na certeza de que convidaria à redução da velocidade.

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