Presidente da Câmara quer evitar situações de incêndio “como as ocorridas em 2003 e 2005”

O presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital mostrou-se, esta manhã, determinado em evitar que situações de incêndio como as ocorridas em 2003 e 2005 se repitam no concelho.

A participar na cerimónia de apresentação do dispositivo operacional distrital de combate a incêndios florestais 2010, realizado em Oliveira do Hospital, José Carlos Alexandrino defendeu a aposta em “adequadas políticas de combate a incêndios” e colocou a tónica no Plano Municipal de Defesa Contra Incêndios, que é revelador da “preocupação existente com a preservação de recursos endógenos de uma região e com a segurança das populações e agentes económicos”.

“Importa aprender com o passado e encarar o presente e o futuro com optimismo”, referiu o autarca, recordando que no ano de 2005, os vários incêndios ocorridos “foram responsáveis por 2091 hectares de área ardida no concelho”.

Apesar de verificar que as situações de incêndio “têm destruído de forma irrecuperável a economia e a qualidade de vida das populações”, José Carlos Alexandrino regozijou-se pelo facto de o plano municipal posto em marcha em 2006 ter conseguido manter a média de área ardida, bem como o número de ocorrências no concelho. “Os objectivos operacionais têm sido atingidos ano após ano”, frisou o autarca, destacando a realização de acções de prevenção no terreno e de sensibilização junto das escolas e juntas de freguesia.

Neste domínio, sublinhou ainda o papel do gabinete técnico florestal e da comissão municipal de defesa da floresta, responsáveis pela elaboração do plano operacional municipal, entendido como “um instrumento indispensável para o combate aos incêndios, onde se enumeram os recursos existentes para assegurar a vigilância a primeira intervenção”

“577 homens e mulheres” na fase de maior envolvimento de meios

Empenhado em equiparar, no horizonte de 2012 a 2018, a área ardida com a média registada nos países da bacia mediterrânica, o comandante distrital das operações de socorro apresentou, hoje, um dispositivo operacional que “garante, em permanência, a resposta operacional adequada “ às situações de incêndio durante os períodos de perigo.

De acordo com António Martins, está em causa um dispositivo que, para além de “assegurar prontidão, empenhamento e gestão dos meios e recursos”, visa “garantir um elevado nível de eficiência e eficácia no combate”, bem como “a segurança das pessoas, dos meios e da integridade dos operacionais”.

Para a época de incêndios que se avizinha, o comandante distrital das operações de socorro conta com um dispositivo composto por 24 corpos de bombeiros, apoiados por dois pelotões dos GIPS da GNR (54 militares) e, pelos serviços de protecção de ambiente e natureza da GNR (81 elementos), meios humanos e materiais do Instituto de Conservação da Natureza, Forças Armadas, Cruz Vermelha, associações florestais e autarquias.

Prontos para entrar em acção estão também dois helicópteros sedeados nos centros de meios aéreos de Lousã e Pampilhosa da Serra e, dois aviões ligeiros e um médio estacionados em Coja, Lousã e Cernache.

Em matéria de meios humanos, o dispositivo conta com “577 homens e mulheres” durante a fase de maior envolvimento de meios. Para um eficaz combate aos incêndios florestais, António Martins sublinhou a importância do ataque inicial e da colocação dos primeiros meios no incêndio até 20 minutos depois do despacho inicial.

O comandante distrital das operações de socorro elogiou, ainda a “abnegação e a competência” dos bombeiros do distrito, bem como o “sentido de dever à causa pública, a vontade de aprender para ajudar, a total dedicação e empenho”.

“Foi aqui que tivemos situações de maior dificuldade”

Recordando que “foi no alto distrito” que, em 2003 e 2005, ocorreram “as situações de maior dificuldade e maior duração de incêndios”, o Governador Civil de Coimbra assegurou que tal realidade serviu de lição e que, por esse motivo, está em condições de afirmar que “hoje, o dispositivo é outro”.

“Evoluímos para melhor e, com a mesma determinação e abnegação de sempre estamos dotados de outros meios e outra capacitação”, garantiu Henrique Fernandes, sublinhando que os “trágicos acontecimentos na Madeira, Haiti e Chile recordam a necessidade de um dispositivo de protecção civil organizado e moderno, que esteja capacitado para responder a todas as situações de acidente, desastre e calamidade”.

Sem deixar de elencar o trabalho desenvolvido pelo ministério da Administração Interna, no sentido de dotar o distrito com os meios que o sistema de protecção civil carece, o governador civil sublinhou ainda as candidaturas ao QREN que envolveram a construção de raiz ou obras de melhoramentos em seis quartéis de bombeiros, bem como a aquisição de cinco veículos de socorro e combate a incêndios, cujo valor ascendeu aos 625 mil euros.

Henrique Fernandes expressou ainda a intenção de alargamento das forças de intervenção permanente municipais, que no distrito perfazem um total de nove. Realçando a importância do voluntariado, Fernandes destacou também a aposta na formação dos corpos de bombeiros, assim como na planificação e prevenção.

O cidadão comum foi ainda visado na intervenção do governador, na expectativa de que “o cidadão do distrito de Coimbra assuma ser o elo mais forte no combate aos incêndios florestais”. “Todos os cidadãos são agentes de protecção civil”, verificou, apelando a uma maior consciencialização das pessoas, na hora de lançarem uma “pirisca” para o chão e de realizarem queimadas.

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