Presidente da ESTGOH admite que problema das instalações possa ser resolvido com a ampliação do actual edifício

 

“Seria um disparate pôr a escola fora da cidade”, afirmou o recém-eleito presidente da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital (ESTGOH), no âmbito de uma grande entrevista que Jorge Almeida concedeu ao Correio da Beira Serra e que será publicada na íntegra, no próximo dia 8 de Abril.

Com o problema das instalações a dominar grande parte da entrevista, o novo responsável máximo da ESTGOH deitou por terra qualquer possibilidade de transferência da escola para as antigas instalações da ACIBEIRA, em Lagares da Beira, e colocou-se em defesa da continuidade da escola no centro urbano de Oliveira do Hospital.

Assegurando nada ter contra Lagares da Beira, Jorge Almeida justificou a sua posição com a inexistência de uma rede de transportes que seja capaz de assegurar a mobilidade dos estudantes, bem como com as condições sócio-económicas dos alunos que, na sua maioria não têm viatura própria para se poderem deslocar até Lagares da Beira.

“Se a Escola fosse para a ACIBEIRA, prestaríamos um mau serviço à região”, considera o presidente da ESTGOH que não fecha a porta à possibilidade de a Câmara Municipal poder disponibilizar um dos pavilhões da ACIBEIRA para a instalação de laboratórios e equipamentos de grandes dimensões.

Considerando também que, devido à crise económica que afecta o país, o projecto de “10 milhões de Euros” para a construção de novas instalações não lhe parece “razoável neste momento”, Jorge Almeida admite que a solução para o problema da falta de instalações possa passar pela requalificação do actual edifício.

“Este edifício está muito mal aproveitado. Não foi feito para uma escola, mas para um quartel de bombeiros e só está parcialmente construído”, explica o responsável, estimando que com a realização de trabalhos de ampliação, se conseguiriam acrescentar “seiscentos metros quadrados” ao edifício.

Confiante de que o problema das instalações seja resolvido durante o seu mandato e o mandato autárquico de José Carlos Alexandrino, Jorge Almeida coloca a tónica na falta de espaço que afecta alunos, docentes e pessoal não docente.

Com ambições no que respeita ao aumento da oferta formativa da ESTGOH, o presidente da escola confessa-se limitado na sua acção. “Se, neste momento, o ministro da tutela me desse autorização de funcionamento de mais três ou quatro cursos, eu não saberia onde é que ia sentar os alunos”, confessou.

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