“Vamos ter 350 novos alunos até ao final do ano e não tenho onde os sentar”

A recente declaração proferida segunda-feira pelo representante do PCP, João Dinis – “o novo presidente não está a prestar, logo à partida, um bom serviço à ESTGOH” – não caiu bem junto do recém-eleito presidente da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital (ESTGOH).

Em reacção ao que apelidou de “julgamentos na praça pública”, Jorge Almeida lamentou que João Dinis e a deputada na Assembleia da República, Rita Rato, não conheçam a realidade da ESTGOH, quando se posicionam contra a solução provisória de ampliação do actual edifício escolar, como forma de dar uma resposta imediata aos alunos que já não têm onde se sentar.

“Vamos ter 350 novos alunos até ao final do ano e não tenho onde os sentar, a menos que o dr. João Dinis e a deputada Rita Rato me digam onde é que há aqui instalações para eu sentar estas pessoas”, afirmou ao correiodabeiraserra.com sublinhando que já teve a oportunidade de convidar João Dinis e Rita Rato para visitarem as instalações e conhecerem os números da evolução da ESTGOH. “O dr. João Dinis vem visitar a escola na próxima terça-feira”, referiu Jorge Almeida, confiante de que após a visita, o representante do PCP mudará de opinião.

Defensor da continuidade da ESTGOH no perímetro urbano de Oliveira do Hospital, Jorge Almeida assegura que a solução de ampliação de instalações, ou de uso de outro edifício na cidade, não deita por terra a sua ambição pela construção das novas instalações.

Não deixa contudo de ser realista, para verificar que a ESTGOH necessita de uma solução rápida, já que a construção de novas instalações nunca demoraria menos de quatro anos. “Mesmo que o governo nos desse, hoje, 12 milhões de euros para instalações de raiz, teríamos que fazer aqui adaptações porque a construção demora”, sentenciou Jorge Almeida, sublinhando que estão em causa milhares de metros quadrados de construção nova, onde não há projectos de especialidade e o terreno não está sequer infra-estruturado.

Munido apenas do projecto de construção, o presidente da ESTGOH lembra que “há oito anos que são chumbadas todas as candidaturas ao QREN” e que, de momento, não há condições para se avançar com a construção, embora a escola já esteja a trabalhar para uma nova candidatura.

À deputada Rita Rato aconselhou a fazer o seu trabalho no parlamento e a questionar o governo sobre esta matéria.

“Eu nunca disse que sou contra as novas instalações, eu sou o primeiro interessado”, assegurou Jorge Almeida, condenando o “julgamento do director da ESTGOH na praça pública”. “Assim não vamos lá”, verificou.

Contando que até ao final do ano, a ESTGOH ultrapasse as oito centenas de alunos, Almeida lembra que a escola tem as mesmas instalações que tinha quando a iniciou com 100 alunos. “Estamos no limite”, referiu, destacando ainda o papel da escola no desenvolvimento do tecido económico da região. É que, segundo explicou, a ESTGOH prepara-se para admitir entre 40 a 64 novos formadores para ministrar os oito Cursos de Especialização Tecnológica que vão estar em funcionamento até ao final do ano. “Vamos pagar por dia 1200 Euros de honorários aos formadores”, contou, verificando que a ESTGOH está a contribuir para fixar força de trabalho em Oliveira do Hospital.

“Quando vejo tudo a desmoronar-se, acho que a ESTGOH está a cumprir de forma determinada e firme o seu papel na região”, continuou, avisando que não admite que “se belisque o nome da ESTGOH”. “Quem o fizer, tem resposta no dia seguinte”, sustentou.

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