Presidente da ESTGOH critica “cosmética orçamental encenada pelo governo”

Em sintonia com os responsáveis pelo ensino superior politécnico, o presidente da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital (ESTGOH) não esconde a sua preocupação relativamente aos cortes orçamentais previstos pelo governo.

Em declarações ao correiodabeiraserra.com, Carlos Veiga dá conta de uma situação que é transversal a todas as instituições de ensino superior e que coloca em causa o normal funcionamento das mesmas, numa altura em que cada instituto e respetiva escola já tinha delineado um plano de ação.

O responsável pela escola oliveirense chama a atenção para o agravamento do corte orçamental, mas confessa-se, sobretudo, preocupado com facto de o governo não fazer corresponder a reposição de um dos subsídios (13º mês) à necessária dotação orçamental. O mesmo acontece, explica, com os inerentes encargos agravados em matéria de Caixa Geral de Aposentações  e Segurança Social.

“Isto é uma cosmética orçamental encenada pelo governo”, critica Carlos Veiga, chegando até a verificar que “o governo anda a brincar com as instituições, porque faz a reposição dos subsídios, mas não faz a necessária reposição de verbas”.

“O que se teme é que se tenha que aplicar a taxa (propina) mais elevada”

Em causa está uma situação que, alerta, o responsável pela ESTGOH, a não ser alterada vai obrigar as escolas e institutos a um trabalho de adaptação que poderá vir a ter consequências pouco desejáveis.

No caso concreto da ESTGOH, Veiga nota que dada a reduzida dimensão da escola e o modo como nos últimos tempos se tem direcionado à comunidade, “o impacto em termos absolutos será muito reduzido”. “A nossa dimensão é pequena e o nosso buraco será mais fácil de resolver”, continuou, chamando atenção para o facto de a escola ter outras formas de financiamento, como sendo a “prestação de serviços e as propinas”.

Ao lado de todos os responsáveis pelo ensino superior politécnico com o objetivo de pressionar o governo a rever a situação que, por esta altura, tanta aflição está a gerar, Carlos Veiga não tem dúvidas de que a manter-se o atual cenário serão inevitáveis as implicações “na qualidade do ensino”, chegando até a prever uma mexida no valor das propinas.

“Neste momento, somos a escola com a propina mais baixa do IPC e o que se teme é que se tenha que aplicar a taxa mais elevada”, admitiu o responsável, colocando fora de questão a demissão de recursos humanos ou extinção de qualquer curso.

A ESTGOH é, atualmente, frequentada por perto de meio milhar de alunos e conta com cerca de trinta profissionais no seu corpo docente.

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