Presidente do Conselho de Administração da FAAD nega atribuição de subsídios ao KIKAS

 

A polémica que envolve a Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) KIKAS está longe de ficar esclarecida.

Para além dos problemas financeiros que assolam a instituição frequentada por cerca de nove dezenas de crianças, o KIKAS tem vindo a ser comummente associado ao nome da vizinha Fundação Aurélio Amaro Diniz (FAAD).

A suposta relação entre as duas instituições chegou, esta manhã, a fazer eco na reunião pública da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, onde Mário Alves questionou o presidente da autarquia acerca da atribuição de subsídios por parte da FAAD ao KIKAS.

“A ser verdade este facto, acho que se relaciona com a autarquia”, considerou Mário Alves, para quem, não é correto que a Câmara subsidie a FAAD para intervir na saúde, e depois, a conhecida instituição de Oliveira do Hospital canalize subsídios para o KIKAS.

Ao mesmo tempo que convidou José Carlos Alexandrino a apurar os contornos da suposta atribuição de subsídios, o ex-presidente da Câmara Municipal logo considerou que em caso de ser verdade, a autarquia deverá “repensar a posição de atribuição de subsídios à FAAD”.

Confrontado com o assunto no período antes da ordem do dia, José Carlos Alexandrino disse não acreditar que a FAAD tenha enveredado por tal prática, sublinhando porém que enquanto presidente da Câmara não se imiscui nos assuntos da instituição, cujo Conselho de Administração é presidido pelo médico Álvaro Herdade.

Tomando por base informação a que teve acesso,  em algumas reuniões realizadas na Administração Regional de Saúde do Centro, Alexandrino apenas assegurou ao seu antecessor que as contas da FAAD são positivas e, neste momento, traduzem-se num saldo na ordem dos 500 a 600 mil Euros.

“As coisas inverteram-se, porque antes, em reuniões da Caixa falava-se em salários em atraso e isso, agora, não tem acontecido”, frisou.

“Não tenho nada a ver com o Kikas de maneira nenhuma”

Contactado por este diário digital, o presidente do Conselho de Administração da FAAD negou a atribuição de verbas e até a existência de qualquer tipo de envolvimento com a instituição em questão.

O médico que se recusa a alimentar a polémica que envolve o Kikas, não deixou porém de se manifestar preocupado com as crianças que “têm direito a uma assistência digna e não podem ser usadas como moeda de troca e continuar a sofrer pela incompetência de alguém”.

A admissão de crianças na FAAD é uma hipótese em cima da mesa e que, em alguns casos, já chegou a ser consumada.

De acordo com Álvaro Herdade, a FAAD está disponível para ser parte da solução do problema que afeta as crianças e respetivos pais, mas recusa-se a estar associada ao nome Kikas que classifica como sendo “uma coisa esquisita que precisa de ser resolvida”.

“Não tenho nada a ver com o Kikas de maneira nenhuma”, continuou o médico de clínica geral que disse desconhecer “onde começa o Kikas e acaba a 1ª Infância”.

Álvaro Herdade lembra que se trata de “uma empresa privada” e, por isso, entende que “não devem ser os munícipes a pagar os prejuízos que tem”. “Se desse lucro, ia ser distribuído por alguém?”, questionou.

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