“Costumamos chutar tudo para as famílias mais carenciadas, mas há muitas crianças que pertencem às classes media e alta, onde também há uma grande falta de afectos por parte dos seus progenitores”. A constatação foi feita pelo presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital que, esta manhã, participou na sessão de abertura do seminário “Burn Out – a exaustão dos afectos”.

 

Presidente preocupado com os afectos, mas confiante nos técnicos de Acção Social

Imagem vazia padrãoOrganizada pela Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Oliveira do Hospital, a iniciativa vai prolongar-se até às 17h00 e conta com a participação de especialistas na área e é dirigida, entre outros, a técnicos de acção social, animadores e professores. Os projectos de âmbito social AGIR e Bem-Crescer também cooperam na organização.

Na sessão de abertura – a que faltou a representante do Centro Distrital da Segurança Social – também participou o padre Luís Costa, enquanto presidente da direcção da Obra Eugénia Garcia Monteiro de Brito de Lagares da Beira. Porque o tema em questão era a exaustão dos afectos, o presidente do município, preferiu começar por assegurar que o problema ainda não o afecta. “Da parte que me toca eu ainda não estou exausto, estou disponível para de alguma forma poder contribuir para esta relação dos afectos”, garantiu Mário Alves, ao mesmo tempo que se mostrou preocupado com os afectos transmitidos às crianças, especialmente no seio familiar. “Porque é que os pais, alguns, não têm essa relação de afecto com os filhos? Não precisarão eles de ser educados no domínio da relação dos afectos?”questionou o autarca, rejeitando que a carência de afectos só atinja as famílias mais carenciadas.

O presidente do município revelou-se contudo confiante no trabalho desenvolvido pelos técnicos de Acção Social. “O concelho está servido de gente capaz, interessada e disponível para participar nesta e noutro tipo de acções que, infelizmente, vão sendo necessárias”, sublinhou, na confiança de que “tudo fará para alterar esta relação dos afectos e para eliminar os problemas sociais que afectam a camada pouco defendida (as crianças)”. A propósito dos mais novos, Mário Alves sublinhou que são “a fruta do nosso tempo que é preciso amadurecer normalmente e livre de qualquer espécie de míldio”.

“É preciso cuidar dos cuidadores”

Presidente da direcção de uma instituição de apoio aos mais novos, o padre Luís Costa deu conta da existência de “enfermidades” próprias de “cada tempo” e defendeu a importância da prevenção. Reconheceu o excesso de pressão sobre as pessoas e, por isso, defende que “é preciso cuidar dos cuidadores”. “Devemos cuidar uns dos outros”, sentenciou o responsável, referindo que só assim se podem “dar passos significativos”.

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