Principal traficante na cadeia de Coimbra era a telefonista

Uma telefonista do Estabelecimento Prisional de Coimbra está a ser acusada de ser fornecedora de uma rede de distribuição de drogas dentro dessa mesma prisão, conta o Jornal de Notícias.

O Ministério Público de Coimbra desvendou uma rede de tráfico droga no Estabelecimento Prisional de Coimbra. Entre outros envolvidos, descobriu-se que a principal fornecedora da rede é Graça Maria Gonçalves, a telefonista do estabelecimento já lá vão 14 anos.

A mulher fornecia quatro redes de distribuição, sendo uma delas liderada por Fernando Martins, um dos envolvidos no caso ‘Noite Branca’, um caso relativo a homicídios na noite do Porto, em 2007.

A mulher era contactada por telemóvel e todos eram obrigados a trata-la por tia, sogra ou prima. Já ela tratava quem estava do outro lado da linha por genro, sobrinho ou primo. Quanto aos produtos transacionados, falava-se em pó, bolas, sapatos, comprimidos, ou coisitas para o ginásio.

A investigação, que começou a 23 de março de 2013, não demorou muito a ser desvendada, até porque a funcionária possuía uma agenda pessoal em que anotava as substâncias que inseria na cadeia bem como o valor monetário que recebia pelas mesmas.

A mulher, que chegava a ganhar 250 euros por cada grama de droga, está a ser acusada juntamente com Fernando Martins e mais 10 indivíduos.

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