Prisão efectiva para co-autor do furto de veículo em S. Paio de Gramaços

Paulo Godinho foi, ontem, condenado a dois anos e 10 meses de prisão efectiva no processo em que vinha acusado de receptação dolosa e co-autoria material de furto de veículo.

O indivíduo de 25 anos, residente em Loureiro, concelho de Tábua, viu-lhe ser aplicada uma pena mais dura do que ao autor do furto da viatura, a quem foi atribuída uma condenação de dois anos e seis meses de prisão com pena suspensa por igual período, com a condição de Nuno Tavares iniciar, no prazo de 60 dias, um tratamento de desintoxicação de consumo de estupefacientes.

O caso remonta a 3 de Julho de 2009, altura em que Nuno Tavares, 28 anos de idade, furtou do interior de uma habitação, em S. Paio de Gramaços, três telemóveis e respectivos carregadores e a chave do veículo da proprietária da moradia que se encontrava estacionado. Acabando por furtar o veículo, Nuno Tavares convidou depois Paulo Godinho para se deslocar com ele a Coimbra, tendo-lhe oferecido um dos telemóveis roubados.

A viagem terminou contudo no IC6, junto à localidade de Lavradio, onde aquela viatura foi interceptada pela GNR. Obrigando à realização de uma batida num pinhal localizado nas imediações, a operação terminou com a detenção de ambos os indivíduos.

Sujeito desde aquela data a vigilância com pulseira electrónica, Paulo Godinho contrariou em sessão de julgamento a versão apresentada por Nuno Tavares que, para além de manifestar arrependimento, confirmou o teor da acusação. De acordo com Tavares, sujeito a prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Aveiro, Godinho sempre soube que o carro era furtado, bem como o telemóvel que lhe ofereceu.

“Ele disse-me que o carro era da tia…só quando apareceu a polícia é que soube que o carro tinha sido roubado”, chegou a referir Paulo Godinho em audiência realizada no dia 7 de Janeiro, frisando ainda que aceitou o telemóvel oferecido por Tavares, porque este tinha uma dívida de 30 Euros para com ele. A existência da dívida não foi confirmada por Nuno Tavares que vinha acusado de furto qualificado.

A versão de Paulo Godinho não convenceu o colectivo de juízes que presidiu ao julgamento. “Foi contrariado pelos restantes meios de prova”, afirmou o juíz que, ontem, procedeu à leitura do acórdão, sublinhando ainda que “o depoimento de Godinho não se afigurou convincente e plausível”.

Condenando ambos os arguidos pelos crimes de que vinham acusados, o Tribunal acabou por valorizar o comportamento de Nuno Tavares em julgamento.

À saída do Tribunal, o procurador-adjunto do Ministério Público revelou-se concordante com as penas aplicadas e destacou o facto de o colectivo de juízes ter apreciado a postura de Nuno Tavares, por ter confessado o crime praticado e manifestado arrependimento.

Leitura semelhante foi a efectuada pela defesa de Nuno Tavares que, aos jornalistas, referiu que o indivíduo “beneficiou do comportamento e confissão sem reserva dos factos”. “Verifica-se até que o tribunal foi um pouco duro com o Paulo Godinho”, continuou José Manuel Amaral, considerando que a pena aplicada a Nuno Tavares “foi excelente”. “Cada um escolheu o seu caminho e a forma de se portar no julgamento. Um foi premiado e o outro foi castigado”, concluiu.

Descontente com a pena aplicada a Paulo Godinho, a advogada Isabel Gandarez disse ainda não ter decidido se vai ou não avançar com recurso.

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