Prisão preventiva para ex-vice do Sporting e líder da Juve Leo

O antigo inspector da Polícia Judiciária, Paulo Pereira Cristóvão, e o dirigente da Juve Leo “Mustapha” vão aguardar julgamento em prisão preventiva, depois de indiciados por roubo qualificado, associação criminosa e sequestro. O terceiro arguido, o fotógrafo Nuno Lobito, teve como medida de coação a obrigação de apresentação periódica às autoridades. A decisão surgiu depois de serem ouvidos no Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC).

“No âmbito do inquérito crime que investiga Paulo Pereira Cristóvão e Nuno Miguel Rodrigues Viera Mendes de um crime de roubo qualificado, três crimes de sequestro, um crime de associação criminosa, sendo que Paulo e Nuno foram apresentados neste tribunal a 4 de Março para interrogatório inicial. Foi facultado aos arguidos as provas referentes ao caso. A 5 de Março reiniciaram os interrogatórios”, declarou ontem a juíza presidente da comarca de Lisboa, Amélia Correia de Almeida, citando o despacho.

A defesa de Pereira Cristóvão e de Mustafá” opuseram-se à aplicação de medidas privativas da liberdade, propondo que a estes dois arguidos ficassem em prisão domiciliária, com vigilância electrónica, mas o TCIC não acolheu o pedido.

A detenção dos arguidos na terça-feira, recorde-se, aconteceu por suspeitas do antigo inspector da PJ ser suspeito de ter fornecido “informação útil sobre as vítimas” à associação criminosa a que pertencia, sendo um dos “mentores” dos roubos e sequestros perpetrados pelo grupo na zona de Lisboa e Setúbal.

Pereira Cristóvão, de 45 anos iniciou a carreira na PJ como segurança, antes de ingressar na carreira de inspector. Em Novembro de 1990, entrou para os quadros da PJ de onde saiu no início de 2007, para fundar uma empresa de consultoria e investigação. Na PJ foram-lhe atribuídos alguns processos mediáticos, nomeadamente o “caso Joana”, sobre o desaparecimento de uma menor no Algarve que levou à detenção da mãe.

Estes três arguidos, juntamente com outros 12 suspeitos detidos desde meados de 2014, compunham uma organização criminosa dedicada ao roubo no interior de residências.

Nos assaltos, simulavam tratar-se de verdadeiras acções policiais para cumprimento de buscas domiciliárias judicialmente ordenadas, tendo mesmo, em alguns casos, utilizado as suas próprias fardas para assim melhor credibilizarem as acções.

Fonte: notícias ao minuto

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