Professores de História e Geografia enviam carta aberta a ministro da Educação

 

Os professores de História e Geografia da Escola Secundária com 3º Ciclo de Ensino Básico de Oliveira do Hospital estão unidos na luta contra a possibilidade de fusão das disciplinas de História e Geografia no âmbito da reforma curricular do ensino básico, que está a ser levada a cabo pelo governo.

Num documento que acaba de ser endereçado ao ministro da Educação, Nuno Crato, o grupo de 11 professores de História e Geografia criticam a “lógica de centralismo democrático” que está a nortear a reforma curricular, ao mesmo tempo que também se opõem ao domínio da técnica e das ciências aplicadas em detrimento de certas ciências humanas nos currículos dos ensinos básicos e secundário.

Responsabilizando essas “opções erráticas” pela “situação agónica” que afeta a sociedade, os professores aconselham antes o ministro da educação a devolver um maior protagonismo às disciplinas em questão e até à Filosofia.

Os professores que fazem questão de explicar ao governante as mais valias de cada área de conhecimento – a “história permite aos jovens conhecer a sua herança histórica e construir a sua identidade individual e coletiva” e a “Geografia permite interpretar as relações recíprocas estabelecidas entre o homem e a Terra”, sublinham – alertam ainda para o facto de cada uma das ciências exigir “diferentes critérios metodológicos/epistemológicos e rigorosas formações específicas que não podem ser desprezados”.

“Os professores de História não estão habilitados a lecionar Geografia e os professores de Geografia não estão habilitados a lecionar História”, avisam os docentes que, numa carta contundente onde confrontam o governante com alguns dos seus próprios escritos em favor daquelas disciplinas, o desafiam a decidir se “deve realmente dar mais atenção à História e à Geografia e não assinar o atestado de óbito destas disciplinas”.

Conheça a Carta aqui.

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