Trail Running Serra da Estrela

Projecto vai dar a conhecer a pé a serra da Estrela e aldeias de montanha

O Centro de Interpretação da Serra da Estrela – CISE vai realizar, durante o mês de agosto, quatro percursos dirigidos a todos os amantes do pedestrianismo, utilizando os percursos pedestres do Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE) e a rede de Caminhos de Montanha das Aldeias de Montanha. São itinerários de pequena rota, circulares, todos com um grau de dificuldade algo difícil e de extensão semelhante, entre seis e sete quilómetros que se realizam às quartas-feiras, com o objectivo de dar a conhecer a “riqueza natural e cultural das Aldeias de Montanha e da serra da Estrela”.

O primeiro percurso decorre no dia 3 de agosto, tem uma extensão de seis quilómetros e desenvolve-se no ponto mais alto da serra da Estrela e do continente português, com início e término na Torre. O itinerário proporcionará a visita a diversos locais onde a ação modeladora dos gelos do último período glaciário é notória, com uma paisagem em que dominam os afloramentos rochosos, prados e matos de altitude, que suportam um leque de espécies de fauna e flora típicos de zonas montanhosas.

A Rota das Canadas, em Alvoco da Serra, é a proposta para o dia 10 de Agosto. A rota de 6160 metros acompanha a cabeceira do amplo vale de Alvoco, a montante desta Aldeia de Montanha, abrangendo uma paisagem onde persistem afloramentos graníticos, giestais, urzais e campos agrícolas. Neste setor do vale, enquadrado pelos cimos do planalto da Torre e pela serra de Alvoaça, confluem inúmeras linhas de água, que estão na origem da ribeira de Alvoco e cujas águas contribuem para a fertilidade dos campos agrícolas.

Na terceira quarta-feira do mês (17 de Agosto) a sugestão recai sobre o vale da ribeira da Caniça, na Lapa dos Dinheiros. A Rota da Caniça tem cerca de 7 quilómetros de extensão e regista uma paisagem montanhosa dominada por soutos, pinhais, lameiros, matos e afloramentos rochosos. Neste percurso merece especial destaque o souto da Lapa, um bosque de castanheiros centenários, que suporta uma elevada diversidade de espécies de fauna e de flora. Na ribeira e sua envolvente, justificam uma referência particular as quedas da Caniça, os Cornos do Diabo e o buraco do Sumo, setor onde o curso de água corre subterraneamente.

No dia 24 de Agosto, o CISE leva-nos até à Rota das Minas do Círio, um percurso ao longo do vale da ribeira de Valezim. Na aldeia, o património edificado é diversificado, sobressaindo a pitoresca capela de São Domingos, o solar da família Castelo Branco, o pelourinho e a igreja de N. Sr.ª do Rosário, de raiz medieval.

O trajecto, com 7100 metros, abrange uma área marcada por contrastes paisagísticos acentuados, onde predominam matas de pinheiros e castanheiros, campos agrícolas em socalcos e habitats ribeirinhos. No sector inferior do vale, com acesso por um caminho florestal, situam-se as minas do Círio, um antigo complexo mineiro de estanho e volfrâmio, cuja lavra remonta ao período da Segunda Guerra Mundial.

LEIA TAMBÉM

Mortes em acidente em Tábua no acesso ao IC6

Dois homens morreram hoje na sequência de uma colisão frontal entre duas viaturas ligeiras numa …

Funcionário público detido na região de Viseu por apropriação de objectos apreendidos judicialmente

PJ deteve em Trancoso desempregado por alegada violação de criança

A Polícia Judiciária (PJ) anunciou hoje a detenção de um homem de 34 anos, em …