Projeto para valorização da Pêra Passa consegue incentivo de mais de 400 mil Euros

 

… vai permitir a criação de uma unidade piloto que descasca, desidarata, espalma e ambala a Pêra de S. Bartolomeu.

Sujeito a candidatura aos fundos comunitários, em 2011, no âmbito do “Compete – Programa Operacional Factores de Competitividade”, o projeto de valorização da Pêra Passa acaba ser contemplado com o incentivo financeiro de 401,076 mil Euros.

Em causa está um projeto que contempla a criação de uma unidade piloto que descasca, desidrata, espalma e embala a Pêra de S. Bartolomeu – também conhecida por Pêra Passa –, bem como outras frutas, automatizando todo o circuito que vai desde a produção até à entrada na cadeia comercial.

De acordo com a BLC3 – Plataforma para o Desenvolvimento da Região Interior Centro, com sede na zona industrial de Oliveira do Hospital , os testes feitos na unidade piloto permitirão, mais tarde, a industrialização daquela que é considerada como “uma grande riqueza regional” e a sua recuperação para o mercado nacional e internacional.

Através deste projeto, a BLC3 pretende inovar com um novo “modus operandi”, e valorizar a Pêra Passa, que quase desapareceu por falta de investimento tecnológico.

De acordo com um estudo publicado pela então Direcção Geral dos Serviços Agrícolas, em 1930, só no concelho de Oliveira do Hospital – o principal solar da Pêra Passa – produziam-se 90 toneladas daquele fruto. Hoje, num processo que continua a recorrer a métodos ancestrais, produzem-se “meia dúzia” de toneladas.

A principal zona de produção dos frutos da Pereira de S. Bartolomeu situa-se nos concelhos de Oliveira do Hospital, Tábua, Seia e algumas freguesias dos concelhos de Viseu, Nelas, Gouveia, Mangualde e Santa Comba Dão.

BLC 3 submete candidaturas no valor de 600 mil euros para lançar jovens no setor da agricultura

Entretanto, no âmbito da sua missão de valorização do território, a BLC3 já submeteu quatro candidaturas ao programa PRODER para a instalação de jovens agricultores, com idade inferior a 40 anos, na região interior centro.

Em causa está um investimento elegível de mais de 600 mil euros na área da fruticultura, e que é correspondente à plantação de 22, 72 hectares de pomar de macieira, numa região que possui um dos melhores ecossistemas do país para a plantação de várias variedades de maçã – uma fileira de produção onde Portugal continua a ser deficitário e dependente das importações.

As ajudas ao investimento a fundo perdido, financiadas pelo Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER), são de 60 por cento, havendo ainda mais um prémio de instalação para jovens.

Neste domínio, a BLC3 apresenta-se como um parceiro ativo, avaliando a viabilidade dos projetos, e disponibilizando o seu “know-how” e os seus recursos humanos no sentido de ajudar os jovens da região a encontrarem a sua oportunidade de negócio.

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