Projeto pioneiro assinala Dia Mundial do Ambiente em Oliveira do Hospital

Cerca de 1267 alunos do pré escolar e Jardim de Infância de Oliveira do Hospital foram hoje brindados com o kit “A minha primeira horta” destinada a incutir hábitos de cultivo. Realizada à escala municipal, a iniciativa tem a pretensão de ser replicada a nível nacional.

Com o objetivo de assinalar o Dia Mundial do Ambiente, a União de Freguesias de Oliveira do Hospital e S. Paio de Gramaços lançou hoje, numa parceria com a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, a empresa Germisem e o Crédito Agrícola oliveirense um projeto pioneiro a que deu por nome “A minha primeira horta”. Corporizado num kit composto por utensílios necessários a uma plantação ou sementeira, o projeto tem o propósito de incutir nos mais novos o hábito do cultivo da terra e combate a práticas menos recomendadas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA“Queremos que este projeto seja uma mais valia como vacina natural para combater vícios muito em voga, entre os quais o da internet obsessiva”, afirmou esta manhã Nuno Oliveira quando no Parque do Mandanelho se confessou orgulhoso pela apresentação do projeto que idealizou com o responsável pela empresa local Germisem e ao qual as demais entidades prontamente se associaram.

Num segundo patamar, o autarca situa o objetivo de “potencializar as terras, o cultivo e os produtos locais”. Com o kit “a minha primeira horta”, Nuno Oliveira espera ainda estreitar a ligação entre “o meio escola e o meio família”. “Peço às professoras para que nos ajudem a por em prática este projeto para  lembrar os alunos que devem regar os vasos em casa para valorizarem o crescimento das plantas”, continuou o presidente da União de Freguesias.

Promovido à escala municipal, o projeto “a minha primeira horta” foi, contudo, idealizado para o domínio nacional. “Lançámos o repto ao ministério da Agricultura e ao ministério da Educação e procuramos apoio do quadro comunitário, mas não foi possível por esta ser uma fase de transição”, explicou Nuno Oliveira, revelando-se expectante para que em próximos anos o projeto possa abranger alunos e escolas de todo país.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAIdealizado pelo presidente da União de Freguesias de Oliveira do Hospital e S. paio de Gramaços, o projeto não se esgota no território que lhe está afeto. “Tinha lógica abranger as 1267 crianças e não só as de Oliveira do Hospital. Lançámos o repto a todas as Juntas de Freguesia e recebemos disponibilidade para abraçarem este projeto”, explicou o autarca, na expectativa de que as crianças, com idades entre os 3 e os 10 anos, “gostem deste projeto mais natural e terra a terra”. “Vou sair daqui mais satisfeito por ser mais um objetivo alcançado pela Junta de Freguesia e direcionado a todos os jovens”, confidenciou.

A “saudar o futuro de Oliveira do Hospital patente nestas crianças”, o administrador do Crédito Agrícola considerou a iniciativa “muito meritória”. Para Armando Lopes “ações como esta devem ser continuadas no sentido de criar gosto pelos produtos endógenos e agricultura”.

Ao lado da União de Freguesias na dinamização deste projeto, o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital apreciou a ideia de Nuno Oliveira que “nos tem habituado a coisas diferentes na nossa política”. “Quero dar os parabéns”, disse José Carlos Alexandrino que esta manhã partilhou com os mais novos o gosto pela agricultura.

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  • Zeca Diabo

    Pois claro… os “meninos” têm que se começar a mentalizar, de pequeninos que isto de liceu e universidade, foi loucura do 25 de Abril… deixem-se disso onde é que há lugar para tanto doutor e engenheiro..? Agarrem-se à “ortinha” que lhes vai dar muito jeito no futuro..! Isso dos computadores é uma invenção minha.. do “Demo”, e é só para fazer “perder” os filhos de gente rica…Ai, ai, Patrocinadores teve. E quem pagou?

  • Camarada Vasco

    Mandei eu os miúdos para a escola, para ver se os tirava da árdua vida do campo, afinal estavam correctos os antigos, que os tiravam da escola, entregavam-lhe um kit mais substancial, enxadas, sachos, ancinhos e os mandavam para o campo juntamente com o resto da família sem o apoio da banca.
    Cada vez entendo menos, então agora já vale mais uma enxada na mão do que uma mão enxada? Será que é desta que vão dar a terra a quem a trabalha? É desta que a reforma agrária vai para a frente? É que esta inovação, faz agora 40 anos.
    Há uma pergunta que não me sai da cabeça: Será que os juízes do tribunal constitucional permitem este retrocesso, isto não foram já direitos adquiridos pelos estudantes e trabalhadores? Deviam questionar o Presidente da Republica antes de se aventurarem por estes caminhos dos direitos adquiridos.

  • Alexandra

    Acho excelente esta iniciativa. O contacto com a Natureza é muito bom para as crianças (e para todo nós). Hoje em dia ser-se das “agriculturas” não significa trabalho árduo e não significa tb não se ir para a Universidade!!! Pode ser que assim, com esta iniciativa, as crianças “ensinem” os pais a ir dar passeios ao bosque ou dedicarem-se a uma horta lá dos nos terrenos dos avós em vez de se enfiarem em centros comerciais, estarem todo o dia na internet ou de volta dos telemóveis!….