Protocolo com a FAAD assegura exames médicos a atletas de formação

 

Sete euros e meio é quanto a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital vai pagar pelos exames médicos, que cada atleta que integre as equipas federadas de formação vai passar a realizar no hospital da Fundação Aurélio Amaro Diniz.

A medida resulta de um protocolo aprovado ontem em reunião pública da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital e que na prática consiste numa parceria entre autarquia, Fundação Aurélio Amaro Diniz e clubes desportivos no sentido de garantir o necessário acompanhamento médico aos atletas em formação.

De acordo com o presidente da Câmara Municipal, a FAAD tabelou, inicialmente, em 12,50 Euros o valor a cobrar por cada atleta, tendo aquele montante sido elevado, por proposta do município, para os 15 Euros, no intuito de o valor final suportar todos os exames suplementares que venham a ser necessários.

Os custos médicos de cada atleta vão ser suportados, em partes iguais, pela autarquia e clube a que cada atleta está ligado. Na prática, a Câmara e os clubes comprometem-se a contribuir com 7,5 Euros por atleta.

“Passa a haver uma maior tranquilidade em relação aos nossos jovens”, afirmou ontem José Carlos Alexandrino que, através do protocolo com a FAAD, pretende por fim a situações irregulares e que mexem com a saúde dos atletas. “Já vi massagistas a colocarem vinhetas de médicos”, lamentou o autarca que está convencido de que, ao garantir a veracidade dos exames médicos, a autarquia está a contribuir para a “tranquilidade das famílias”.

Apreciado pela totalidade do executivo, o protocolo poderia no entender do antigo presidente do PSD ir mais longe, no sentido de a Câmara não se ficar pela metade e suportar a totalidade dos custos. “Estive aqui a fazer contas. Temos 500 atletas em formação e, isso a 15 Euros, dá 7500 Euros. Eu proponho que se assuma tudo, para que nenhum atleta fique sem ser visto pelo médico”, afirmou Mário Alves.

A proposta do vereador do PSD acabou por não colher efeito prático. “O dinheiro para tudo já acabou”, lembrou Alexandrino, ao mesmo tempo que destacou a importância de responsabilizar os clubes pelo pagamento de 7,5 Euros.

Uma posição também defendida pelo vereador do movimento “Oliveira do Hospital Sempre”, José Carlos Mendes, para quem “a comparticipação é melhor do que dar tudo”.

“É preciso um plano de articulação federado entre os clubes”

Perante uma matéria que garante conhecer bem, o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital destacou o esforço feito pela autarquia para manter os subsídios aos clubes.

Alexandrino revelou-se ainda crítico relativamente à “forma avulsa” como alguma formação é feita no concelho, ao ponto de lembrar que “a formação não pode servir apenas para ocupar os tempos livres”, porque tal facto vai resultar em mais custos. Referindo-se em concreto ao futebol, o presidente da Câmara defendeu uma articulação entre os três clubes do concelho, no que respeita à formação.

“É preciso um plano de articulação federado entre os clubes”, avisou Alexandrino que, enquanto presidente da Câmara já colocou em prática algumas medidas no sentido de minimizar as despesas da autarquia nesta matéria.

“Já não há transporte para concelhos limítrofes”, contou, revelando-se satisfeito por alguns clubes já terem solicitado à autarquia apoio para aquisição de viaturas destinadas ao transporte de atletas.

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