A dupla eleita pelo Partido Socialista na Assembleia de Freguesia de Oliveira do Hospital votou, em reunião daquele órgão autárquico realizada a 27 de Dezembro, contra as Grandes Opções do Plano (GOP) e Orçamento para 2008, propostos pelo executivo social-democrata, presidido por José Carlos Ferreira.

PS votou contra as GOP e Orçamento e acusa executivo de “navegar ao sabor dos ventos e das marés”

Em comunicado enviado ao diário online do Correio da Beira Serra, António José Faria da Cunha e Rui Dias justificam o voto desfavorável com a “falta de opções, imaginação e constante incapacidade de apresentar obras que o executivo vem demonstrando, ano após ano”. Segundo explicam, as Juntas de Freguesia vêem aumentadas, em 2008, as receitas do Fundo de Financiamento de Freguesia, mas – como se lê em comunicado – “mesmo assim, a Junta de Freguesia consegue apresentar um Orçamento com cerca de 12 mil euros a menos que no ano transacto”.

Faria da Cunha e Rui Dias falam de “manifestações de incapacidade para governar de forma capaz os eleitores da freguesia” e consideram que o orçamento proposto “não possui imaginação”, porque “não pretende colmatar as deficiências existentes na Freguesia” e “não toma em linha de conta votações que a Assembleia efectuou a propostas” apresentadas pelos socialistas e “aprovadas pela maioria dos elementos da Assembleia”. Esta é, de resto, uma crítica que fazem ao executivo em permanência, por entenderem que “uma votação da Assembleia da Freguesia é para ser cumprida e tida em conta, quer isso desagrade ou não”.

Na mesma reunião, a dupla socialista posicionou-se ainda contra o que apelida de “balanço cor-de-rosa “ apresentado pelo presidente da Junta de Freguesia relativamente ao último trimestre de 2007. “Assiste-se à apresentação se uma pseudo-panóplia de obras avulso”, referem os eleitos em comunicado, considerando também que “a freguesia navega ao sabor dos ventos e das marés, sempre em águas pouco profundas e sempre perto das margens, como convém aos timoneiros”, porque – acrescentam – “a arte e o engenho não dão para mais”. Mas, salvaguardam: “poderão contar com a nossa ajuda (…) no sentido de podermos fazer chegar este barco a um bom porto, um porto de modernidade onde os cidadãos desta freguesia sintam que podem lançar âncora”.

O voto favorável de Faria da Cunha e Rui Dias incidiu sobre o Regulamento e Tabela Geral de Taxas e Licenças para o ano de 2008 e o Regulamento do Cemitério Paroquial.

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