Carlos Peixoto

PSD da Guarda acusa Governo de tirar investimento de 450 milhões da região Centro ao anular a barragem de Girabolhos

A Comissão Politica Distrital do PSD da Guarda acusa o Governo de tirar às populações de Gouveia, Seia, Nelas e Mangualde mais de 450 milhões de euros ao cancelar a construção da barragem de Girabolhos. “António Costa impediu, sem qualquer pudor, que nos próximos três anos fossem criados milhares de postos de trabalho nesta zona de Portugal. A construção da barragem de Girabolhos foi anulada depois de muitos anos de investimentos, estudos e alocação de recursos de valor superior a 80 milhões de euros”, começa por se ler no comunicado da estrutura liderada pelo deputado Carlos Peixoto.

Os sociais-democratas consideram que se trata de um rude golpe para as aspirações de retoma da economia na região da beira e da Serra da Estrela. Acusam ainda o Governo de tratar com um desdém a região. “Apesar da discussão estar já muito estafada, pode questionar-se se aquela estrutura criaria ou não alterações climatéricas na região que poderiam ser-lhe prejudicais. Mas o que já não pode discutir-se é que o Governo PS, sem aviso prévio e sem ouvir sequer os Municípios envolvidos (qual arauto do diálogo e da democracia), destruir expectativas já muito consolidadas de todo um povo e de toda uma região.

O mais grave é que este executivo, desprezando as nossas gentes tomou a decisão de não fazer uma obra que não originava qualquer custo para o Estado, sendo totalmente suportado pelo grupo espanhol Endesa. Dito de outro modo, este Governo, quando tem de pagar não o faz, quando são outros a pagar não deixa fazer”, acusam.

Considerando que o Estado acaba de “fazer um gigantesco jeito” à Endesa ao inverter este negócio, apesar do grupo empresarial não ir receber qualquer compensação pelos cerca de 80 milhões de euros que já tinha colocado no projecto, os elementos do PSD consideram ainda que o Governo “não cuidou de saber, que depois de a obra ter sido anunciada com pompa e circunstância também por um Governo socialista, os prejuízos para a economia local e nacional não pararam de crescer”.”A grande maioria das propriedades deixaram de ser cultivadas e tratadas, os seus proprietários deixaram de obter rendimentos e muitas delas não foram transaccionadas com a certeza de que iriam ficar submersas. Houve expropriações por utilidade pública que retiraram à força a propriedade das terras aos seus donos, foram rasgados caminhos que ocuparam e descaracterizaram vários prédios rústicos e não se vê que o Governo tenha tido a preocupação de salvaguardar os direitos das comunidades atingidas”, sublinham.

Os sociais-democratas referem igualmente que o projecto da barragem deixou suspenso projectos de novas acessibilidades e requalificação de estradas, que aguardavam pela configuração final da barragem e dos respectivos acessos. “O Governo é tão rápido a anunciar a constituição de grupos de trabalho (designadamente a unidade de missão para a valorização do interior) como a destruir, desfazer e impedir investimentos de uma envergadura que a história recente do interior do país nunca tinha visto”, referem antes de concluírem que há erros que se pagam caros. “E este, podendo (e devendo) ter um preço eleitoral para o PS e para os seus acólitos da esquerda, tem um custo incomensuravelmente superior para a economia daquela que é considerada a região com menos capacidade de produzir riqueza”, rematam.

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