PSD de Oliveira do Hospital não paga renda há oito meses e corre risco de despejo

 

O PSD de Oliveira do Hospital está em dívida – ultrapassa 2400 Euros –  para com a proprietária do apartamento que, desde há largos anos, serve de sede à estrutura, que em 2007 foi objeto de remodelação.

No total, são oito as rendas que se encontram por liquidar, chegando a situação a ser encarada pela proprietária do imóvel como “um verdadeiro abuso”.

De acordo com Fernanda Matias, a última renda liquidada remonta a julho de 2011, data a partir da qual a estrutura laranja interrompeu o pagamento da renda mensal no valor de 306,30 Euros.

O incumprimento no pagamento das rendas já era situação recorrente, mas Fernanda Matias garante que nunca assumiu tamanha proporção. A agravar a situação está ainda o facto de – segundo a proprietária – a Comissão Política nada dizer acerca do assunto e nem tão pouco responder às cartas e telefonemas efetuados pelo advogado que acompanha o caso.

Um silêncio que já a obrigou a também contactar a Comissão Política Distrital, mas de onde também nunca chegou a obter qualquer tipo de resposta.

Ao fim de oito meses de rendas por receber, Fernanda Matias já admite avançar com uma ação de despejo como forma de pôr termo a uma situação que, na sua opinião, só se tende a agravar. “Tenho que fazer alguma coisa”, nota a proprietária, referindo que o valor da renda já não é aumentado desde 2006.

“Se acham que a renda é cara, então saiam de lá”, refere ainda a proprietária que se sente lesada com a situação, porque a renda que dali auferia era importante para a gestão do seu orçamento familiar.

“Tenho dificuldades como toda a gente”, refere, contando que “antigamente” nunca teve problemas com o partido, que se sempre foi cumpridor.

Redução de militantes na origem de problemas de tesouraria

Confrontada pelo correiodabeiraserra.com, a presidente da Comissão Política do PSD desvalorizou o assunto e a importância do mesmo para a opinião pública.

“É um assunto interno e não envolve nenhuma questão de política”, afirmou Sandra Fidalgo, que entretanto acabou por confirmar o incumprimento no pagamento das rendas.

Uma situação que a responsável do partido justifica com o decréscimo do número de militantes afetos à estrutura concelhia e consequente redução do montante em quotas cobradas.

“As lutas internas do partido abrandaram e quando há menos militantes, há menos dinheiro na sede”, afirmou Fidalgo dando como certa a existência de problemas de tesouraria que têm impedido a estrutura de cumprir com o pagamento junto da proprietária do imóvel.

A este diário digital, a presidente do PSD oliveirense assegurou que o assunto está a ser tratado a nível interno e quanto à possibilidade de a Comissão Política se ver envolvida numa ação de despejo, apenas referiu que “é um direito” que assiste à proprietária do espaço.

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