PSD defende uma Bobadela que aproveite o turismo e não se limite a oferecer empregos políticos

O candidato do PSD à câmara Municipal de Oliveira do Hospital acusou ontem, durante a apresentação da lista daquele partido à Assembleia de Freguesia da Bobadela, liderada por Mário João, que aquela localidade do concelho oliveirense está esquecida pelo executivo municipal e tem servido apenas para “empregar político dependentes”. João Paulo Albuquerque deu o exemplo do museu local que tem um punhado de funcionários durante a semana e está encerrado ao fim-de-semana, precisamente quando os turistas têm disponibilidade para o visitar.

“A Bobadela é um ícone do concelho. É única. É romana. E está esquecida. Tem um museu, que serve acima de tudo para empregar político dependentes. E empregam-nos às mãos cheias. Mas que ao fim de semana tem outras prioridades do que estarem ao serviço desta causa tão nobre, que é promover a Bobadela e o concelho. Isto é, servem-se da Bobadela, não servem a Bobadela”, afirmou o candidato à liderança do município, sem deixar de criticar a actual Junta de Freguesia. “Ela comunga e convive com esta situação. Não é assim que está com os bobadelenses, não é assim que se é bobadelense. Não é assim que se governa”, acusou.

Elogiando Mário João e a sua equipa, por terem aceitado o desafio que o PSD lhes lançou, João Paulo Albuquerque considerou que está constituída uma equipa coesa, trabalhadora e honesta. “Uma equipa capaz de dar aos bobadelenses, a oportunidade de uma outra escolha. Uma escolha para projectar uma Bobadela de e pró futuro. Uma Bobadela com turismo, com lazer. Uma Bobadela que saiba aproveitar os vales da sua ribeira para uma agricultura e uma pastorícia com rendimentos capazes de fixar os agricultores e os pastores. Uma Bobadela que proporcione condições para receber quem por cá gosta de se fixar”, sublinhou.

O candidato à autarquia referiu depois que a equipa que se prepara tomar conta dos destinos da Câmara Municipal tem por objectivo projectar o concelho numa perspectiva a longo prazo, garantir, que nos próximos vinte anos. “Oliveira voltará a ser grande. Porque acreditem, a governação dos últimos oito, mais não fez do que garantir que os jovens saíssem daqui, que as empresas se fixassem noutros concelhos, que os médicos não aparecessem, que a floresta ardesse e que as estradas que tanto anunciaram, cá não chegassem”.

Sublinhando que nestes oito anos do consolado de José Carlos Alexandrino, a Câmara recebeu cerca de 120 milhões de euros, perto de 16 milhões por ano, um milhão por freguesia. “Onde estão os cerca de oito milhões que cabiam à Bobadela? Pouco, muito pouco foi feito para tanta verba. Situação, que infelizmente, é que comum às restantes freguesias”, respondeu, acusando que essas verbas foram gastas “em festas, feiras, rallys e voltas de bicicleta, na BLC3 que já não é nossa ou em callcenter´s privados. “No entanto, usa-se para fazer campanha com contratações de grupos musicais, artistas e televisões, onde os comícios são a finalidade, tudo com o nosso dinheiro. Usa-se o nosso dinheiro, para fazer boletins camarários e entregar agora, pensando que assim se caça o voto, frisou para concluir que “é todo este modo de estar repugnante que devemos negar”.

 

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