PSD questiona “coerência e credibilidade” de Paulo Rocha

 

O PSD de Oliveira do Hospital acaba de reagir à desfiliação de Paulo Rocha, vereador da oposição na Câmara Municipal.

Num comunicado onde começa por respeitar a “decisão de caráter pessoal” assumida pelo até aqui conhecido rosto do PSD local, a estrutura liderada por Sandra Fidalgo não deixa de questionar “a coerência e credibilidade” do militante demissionário.

Em causa está a anunciada intenção de Paulo Rocha continuar a exercer a sua função de vereador da oposição, mas na condição de independente.

É que, no entender da Comissão Política de Secção (CPS) que reuniu, em sessão extraordinária no dia 30 de setembro, para analisar este caso, Paulo Rocha, enquanto eleito por uma estrutura partidária “tem obrigações para com aqueles que o elegeram”.

Num documento onde rejeita a responsabilidade da referência feita por Paulo Rocha ao “processo de degradação que o partido, em termos concelhios, tem assistido desde 2006” – constata que Paulo Rocha, desde aquela data é que “não reconheceu a legitimidade das comissões políticas eleitas livremente em sufrágio” – a CPS do PSD oliveirense não deixa de manifestar “estranheza face a esta decisão”, que o vereador associa a declarações prestadas por Sandra Fidalgo a este diário digital.

Numa análise composta por oito pontos distintos, a estrutura esclarece que, volvido um mês desde que tais declarações foram prestadas, nunca foi solicitado qualquer pedido de esclarecimento, pelo que não deixa de colocar em causa a razão da saída de Rocha do partido, aguardando pelos “desenvolvimentos que, certamente, clarificarão o real motivo desta tomada de posição”.

Reiterando uma “postura de permanente abertura e diálogo”, a CPS do PSD de Oliveira do Hospital esclarece que, no que respeita à questão da retirada de confiança política devido às recusas e ausências protagonizadas por ambos os vereadores do PSD, “não se precipitou em nenhuma ação que poderia ser entendida com retaliação”.

“Antes desenvolveu um trabalho continuado de reflexão e análise destas mesmas situações”, lê-se no comunicado, onde a CPS não deixa também de “lastimar” a ocorrência de “mais um episódio que, em nada contribui para dignificar o partido”.

A estrutura dirigida por Sandra Fidalgo garante que o objetivo atual é o de “tornar o PSD num partido vencedor e líder” e apela, por isso, ao trabalho colaborativo de todos para crescer e enobrecer o concelho, marcadamente social-democrata”.

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