PSD também venceu em Oliveira do Hospital

 

De Norte a Sul do país a festa é pintada de laranja. Hoje, os portugueses foram chamados a votar e decidiram entregar a chave da governação nacional ao líder dos sociais-democratas, Pedro Passos Coelho.

Num ato eleitoral que ficou marcado por uma abstenção que se situou nos 41,1 por cento, o PSD foi a força política mais votada, vencendo na maioria dos distritos, incluindo regiões autónomas dos Açores e Madeira, com excepção de Évora, Setúbal e Beja, onde o PS foi vencedor.

O PSD terminou este ato eleitoral, decorrente do pedido de demissão do primeiro-ministro na sequência do chumbo do PEC 4, com 38, 63 por cento dos votos – elegeu 105 deputados –  relegando o PS para a segunda força mais votada (73 deputados), com 28,05 por cento. O CDS-PP de Paulo Portas alcançou 11,74 por cento dos votos e aumentou o número de deputados eleitos de 21 para 24, o PCP- PEV obteve 7,94 por cento e aumentou o número de deputados de 15 para 16. Pior prestação teve, contudo, o Bloco de Esquerda que, nestas eleições, foi ultrapassado pelo PCP e ficou-se pelos 5,19 por cento dos votos, acabando por assistir à perda de metade dos deputados eleitos em 2009, conseguindo eleger apenas oito.

No distrito de Coimbra, a boa prestação do PSD – venceu com 40,17 por cento – valeu-lhe a eleição de cinco deputados. Com 29, 18 por cento, o PS garantiu a colocação de três deputados. O CDS-PP conseguiu 9, 87 por cento e manteve o deputado, enquanto que o BE se ficou pelos 5,75 por cento dos votos e não conseguiu manter o deputado eleito em 2005.

A nível concelhio, o PSD venceu em 17 das 21 freguesias de Oliveira do Hospital. Ao PS valeram apenas as freguesias bastiões do partido: Ervedal da Beira, Lagares da Beira, Lajeosa e Alvôco de Várzeas. Nas restantes, o PSD dominou as preferências.

No total concelhio, o PSD venceu com 47, 68 por cento dos votos (5424 votos) e o PS ficou-se pelos 30,70 por cento (3492 votos). Com 8,55 por cento dos votos, o CDS-PP revelou, a nível concelhio, uma descida relativamente a 2009 (9,71 por cento) e que se traduziu em menos 254 votos.

Tal como aconteceu a nível nacional, também em Oliveira do Hospital, o BE (2,69 por cento) foi ultrapassado pelo PCP-PEV (2,93 por cento). A abstenção situou-se nos 40,91 por cento.

Para além de ditar a derrota do PS, as eleições realizadas hoje tiveram ainda como consequência o pedido de demissão de José Sócrates de Secretário Geral do Partido Socialista.

Sem maioria absoluta, o vencedor social-democrata prometeu “transparência total” e deixou a garantia de que irá contatar com o CDS-PP, no sentido de alcançar uma “maioria eleitoral”.

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