Mário Alves criou um novo facto político ao anunciar-se como candidato disponível à presidência da Câmara de Oliveira do Hospital

“Ele não será com certeza o candidato do PSD”

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. O líder do PSD local reage, argumentando que a sua candidatura já foi “referendada” pelos militantes e é peremptório: “ Com certeza que não será ele o candidato da comissão política.

Mário Alves acaba de anunciar que está “disponível” para ser o candidato do PSD nas eleições autárquicas de 2009. Numa entrevista concedida ao jornal Folha do Centro (FC), o autarca do PSD quebra o tabu político ao afirmar taxativamente: “continuo disponível para ser candidato pelo meu partido”.

Questionado sobre as divisões internas do PSD e ainda quanto à anunciada possibilidade do aparecimento de uma lista de independentes no seio dos sociais-democratas que gerem os destinos do partido, Alves recusou-se a falar sobre o assunto. “Eu já disse que não falo sobre cenários hipotéticos”, afirmou aquele autarca.

Dando a entender que está à espera de um convite de Manuela Ferreira Leite, Alves disse ainda àquele jornal que também estaria disponível para se recandidatar a um terceiro mandato se Luís Filipe Menezes não tivesse batido com a porta. “O senhor Menezes teria que, no momento próprio, tomar a decisão adequada”, referiu.

Instado pelo FC a pronunciar-se sobre se vai ou não “renovar o convite às pessoas que o acompanham actualmente na vereação”, o presidente da Câmara de Oliveira do Hospital salientou que “ainda é cedo para falar disso”. “Só posso falar dessa matéria depois de receber de quem de direito o convite para continuar. Como eu disse há regras, espero que as regras sejam cumpridas como foram desde sempre”, advertiu.

Sublinhe-se que esta declaração de Mário Alves, surge pouco tempo depois de o líder local do PSD, José Carlos Mendes, se ter auto-proclamado como o candidato do partido às autárquicas do próximo ano. Mas nesta entrevista, Alves não faz uma única referência a esse facto.

Líder do PSD local desvaloriza anúncio de disponibilidade de Mário Alves

Convidado por este jornal a pronunciar-se sobre este novo facto político criado por Mário Alves, o presidente da concelhia social-democrata, José Carlos Mendes, sossegou as hostes que vêm contestando o autarca do seu próprio partido que agora se quer recandidatar a um terceiro mandato. “Com certeza que não será ele o candidato da comissão política de secção do PSD de Oliveira do Hospital”, afirmou.

Notando que foi “publicamente referendado pelos militantes do PSD” nas últimas eleições internas do PSD”, Mendes frisou ainda que foi essa “maioria de militantes que achou” que era ele próprio quem “merecia a confiança para vir a liderar uma candidatura à Câmara”.

Posto isto, aquele dirigente local do PSD é peremptório ao declarar que “é esta a posição que a comissão política vai tomar para posteriormente transmitir aos órgãos distritais e nacionais do partido”. Confrontado pelo CBS sobre a hipótese de um cenário em que Mário Alves possa vir a ser imposto como candidato pelas estruturas distritais e nacionais do PSD, Mendes diz que isso não lhe passa sequer por a cabeça porque a concelhia a que preside “não abdica de apresentar as listas a que tem direito, conforme está previsto nos estatutos do partido”. Contudo – e quiçá consciente de que podem surgir dificuldades -, o presidente do PSD deixa um aviso: “esperamos que a democracia funcione em Oliveira do Hospital como funcionou agora a nível nacional”.

O responsável pelo maior partido de Oliveira do Hospital, que governa a Câmara Municipal desde Janeiro de 1994, aproveitou ainda para esclarecer que esta oposição à disponibilidade manifestada por Mário Alves para se recandidatar “não é por questões pessoais, mas sim porque o projecto que ele corporiza não corresponde ao desenvolvimento que a maioria dos oliveirenses ambicionam”.

O que dizem os estatutos

Refira-se que de acordo com os estatutos do PSD – no seu artigo 53ª, alínea f – é da “competência” da Comissão Política de Secção “propor à Comissão Política Distrital as listas de candidatura aos órgãos das autarquias locais, ouvidas a Assembleia de Secção e as Comissões Políticas dos Núcleos”.

Ao nível da Comissão Política Distrital – artigo 41º, alínea d -, aquela estrutura partidária tem a “competência” de “aprovar as listas das candidaturas aos órgãos das autarquias locais sob proposta da comissão política de secção e coordenar a actuação daqueles uma vez eleitos”.

Decorridas estas duas démarches, rezam aqueles estatutos – artigo 21º, alínea i – que é à Comissão Política Nacional, liderada por Manuela Ferreira Leite, que compete “homologar a designação dos candidatos do partido à presidência das câmaras municipais”.

Todavia, até este dossiê autárquico estar encerrado muita água vai ainda correr debaixo das pontes e, caso Alves não venha a ser o candidato homologado, há alguma fontes que vêm referindo ao Correio da Beira Serra que, num cenário adverso, pode ser o próprio presidente da Câmara a avançar como candidato numa lista de independentes. Com o país prestes a ir a banhos, tudo indica no entanto que esta situação só possa ficar esclarecida no tradicional convívio do PSD nas Caldas de S. Paulo, que este ano foi adiado para o mês de Setembro.

Henrique Barreto

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