“Globalmente entendo que a atuação do atual executivo está a ser positiva”

… pela equipa municipal dirigida por Alexandrino.

É oficial. O antigo vice presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital e, até o momento, vereador da oposição já está confirmado entre a equipa que saiu vencedora das eleições autárquicas de 2009 com a bandeira do Partido Socialista.

O nome de Paulo Rocha foi ontem anunciado pelo próprio presidente da Câmara Municipal, José Carlos Alexandrino, momentos após ver aprovado o alargamento para dois do número de vereadores, além do que é permitido a municípios com menos de 20 mil eleitores.

Paulo Rocha, até aqui homem de confiança de Mário Alves e que há três meses se desfiliou do partido com que concorreu às últimas eleições, o PSD, vai passar a ser um dos vereadores mais próximos de José Carlos Alexandrino.

É que, o novo vereador que chega à permanência quando já estão volvidos dois anos de mandato autárquico vai partilhar com o presidente a pasta mais importante da lide camarária: o pelouro de Administração e Finanças.

“O presidente da Câmara reconheceu que a minha experiência e formação poderiam ser úteis para a nova perspetiva de gestão da autarquia, tendo em conta as novas condições financeiras”, afirmou há instantes o novo membro do executivo em permanência ao correiodabeiraserra.com, confessando-se honrado pelo desafio que Alexandrino lhe colocou e por ter a possibilidade de “voltar a servir no ativo os cidadãos de Oliveira do Hospital”.

O homem que conta no seu currículo com sete anos de trabalho autárquico – iniciou funções na Câmara em 2002 e entre 2005 e 2009 foi vice-presidente no executivo de Mário Alves – sublinha porém que na base do convite que Alexandrino lhe endereçou “está o superior interesse do concelho”.

“É público que o executivo tem carências na parte financeira”, frisou Paulo Rocha a este diário digital, referindo há já muito tempo que o presidente da Câmara manifestava vontade de contar com ele na equipa que dirige. “Não é de agora, nem de maio, nem de junho”, observou, contando que só deu maior atenção à proximidade que Alexandrino insistia em manter com ele após a sua desfiliação do PSD e que, assegura, apenas foi motivada pelo mau relacionamento que vinha mantendo com a estrutura local do partido e que teve a gota de água nas declarações que Sandra Fidalgo proferiu a este jornal.

Na hora da decidir a resposta a dar ao convite que Alexandrino lhe formulou, Paulo Rocha garante ter sido influenciado pela “atuação globalmente positiva” do executivo autárquico.

“Se não houvesse alguns pontos de convergência em relação à forma de atuação do executivo eu não aceitaria”, assevera o vereador, que também sublinha que “a maioria das pessoas também faz uma avaliação positiva” do trabalho da atual Câmara Municipal.

Um facto que, de acordo com Paulo Rocha, é facilmente constatável pela análise à recente votação ao Orçamento e Plano de Atividades. “Não houve um voto contra”, recorda, notando que “não é só o Paulo Rocha que vê algo de positivo”.

Elemento integrante de uma das listas derrotadas nas últimas autárquicas, Rocha chega agora à Câmara Municipal e vai passar a ser uma dos homens mais próximos do presidente e com a dose de confiança que o pelouro de Administração e Finanças exige.

Autárquicas 2013: ” “Não me vou pôr em bicos de pés”

A meio do mandato e a pouco tempo de se iniciarem movimentações preparatórias das próximas eleições autárquicas, Paulo Rocha garante a este jornal não se estar a posicionar à corrida eleitoral. “Neste momento o que está em causa é servir o concelho o melhor que sei e posso”, asseverou, atestando ainda que nunca se irá colocar em “bicos de pés” para num futuro próximo vir a integrar as listas do PS ou de independentes.

O até aqui vereador da oposição lembra que desde a derrota de 2009 decidiu afastar-se “por opção” da política partidária. “Se tivesse sido a minha vontade poderia-me ter candidato à Comissão Política do PSD e poderia ser agora o presidente do PSD, dado o sentimento de revolta que existia”, revelou, contando não o ter feito por também admitir ter tido uma quota parte no clima que se instalou no partido.

Paulo Rocha admite que, neste momento, vive “claramente um conflito” com o que continua a considerar como seu partido e ao qual se mantém ligado ideologicamente.

Quando faltam dois anos para as novas eleições, Rocha recorre ao lugar comum de que “o futuro a Deus pertence”, mas não descarta a possibilidade de poder vir a integrar uma lista candidata à Câmara Municipal.

“Se em 2013 a análise que eu fizer do pulsar das gentes de Oliveira do Hospital for de que a minha presença é importante eu analisarei”, sentenciou, dando também como certa a sua indisponibilidade para apoiar uma possível candidatura de José Carlos Mendes à presidência do município, em lista do PSD.

“Não esperem que o Paulo Rocha vá votar no José Carlos Mendes”, avisou o vereador, que diz não lhe reconhecer “perfil” para ser presidente da Câmara Municipal.

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