Imagem vazia padrãoEm entrevista ao Correio da Beira Serra, o Presidente do FCOH, Rui Monteiro, manifesta a opinião de que o município deveria começar a pensar na construção de uma espécie de “cidade desportiva”, já que Oliveira do Hospital tem hoje “seguramente mais de 600 jovens a praticar desporto diariamente”.

“Gostaria de ser presidente nos próximos 20 anos”

Correio da Beira Serra – Está na presidência do FCOH há cerca de dois anos. Como é que tem corrido essa experiência, já que nem sempre é fácil participar no associativismo em Oliveira do Hospital?
Rui Monteiro –
Tem corrido mais ou menos bem. Estou na presidência do FCOH desde final de Julho de 2006. Já tivemos uma época desportiva em que as coisas correram relativamente bem, dentro daquilo que era a nossa expectativa. Falando dos seniores do futebol foi uma época que tendo coincidido com a descida de divisão, foi de reestruturação. Tentámos reduzir alguns custos associados à equipa. Optou-se, já no ano passado – e este ano teve continuidade –, num projecto de apostar em jogadores que tenham sido formados em Oliveira do Hospital preferencialmente e depois em pessoas que residam nas proximidades. Isso conseguiu-se. Para ter uma ideia, no ano passado o número de apartamentos arrendados para instalar jogadores reduziu-se de três para um. Tivemos quatro ou cinco jogadores de fora, todos os outros eram de Oliveira do Hospital, freguesias vizinhas ou das proximidades como dos concelhos de Seia, Carregal do Sal e Tábua.

CBS – Neste momento o FCOH é um dos sérios candidatos à subida de divisão. É esse o objectivo da sua direcção?
RM –
Eu não posso dizer à partida que o objectivo da direcção é que a equipa sénior do FCOH suba à segunda divisão. Obviamente que, tendo em conta que a diferença orçamental não é muito grande entre a segunda e a terceira divisão, vamos tentar tudo para que isso aconteça. Não vamos, tal como já no ano passado ficou claro, entrar em loucuras, nem fazer disso uma obsessão. Este ano, reduzimos o número de elementos do plantel e integrámos três juniores com o plantel sénior. Neste momento, com a contratação mais recente do guarda-redes Armando, temos cerca de 24 atletas, dos quais três são juniores e dos restantes 21, temos cerca de 13 que fizeram as escolas de formação em Oliveira do Hospital.

Reforçámo-nos com atletas vindos dos regionais: fomos ao Nogueirense buscar dois atletas, ao Tabuense outros dois e fomos também ao São Romão, ao Fornos… Procurámos jogadores que se distinguiram nas distritais e conseguimos criar uma equipa, que do ponto de vista competitivo, não há nada a dizer: temos 18 jogos (à data da realização desta entrevista), 34 pontos e estamos em primeiro lugar em igualdade com a Sanjoanense.

Já no ano passado tivemos um balneário excelente, as relações entre atletas, direcção, equipa técnica e de apoio ao futebol foram de facto muito boas. E este ano, ainda conseguimos superar isso – o ambiente é fantástico! –, o que até nos ajuda a desenvolver o nosso trabalho. É claro que até por isso, se eventualmente no final verificarmos que estamos em condições de subir de divisão, é um prémio justo muito mais para eles – jogadores e equipa técnica – do que propriamente para a direcção. A direcção tenta que não falte nada ao clube, mas não somos nós que temos que colher os louros. São claramente os jogadores e a equipa técnica.

CBS – Qual é o orçamento com que contam?
RM –
Falando do futebol sénior, o orçamento para este ano anda na ordem dos 130 mil euros. Temos um dos orçamentos mais baixos da série C da terceira divisão. Uma equipa como o Arouca, que está atrás de nós cerca de seis ou sete pontos, tem um orçamento que ronda entre os 300 e os 400 mil euros. É mais do triplo. Dá para ver a diferença e a ordem de grandeza.

No ano passado quando se começou a perspectivar a época 2007-2008, começou-se muito cedo, ainda antes de terminar a época anterior. De tal maneira que cerca de 15 dias antes de terminar a época, 70 a 80 por cento dos jogadores já estavam certos para este ano. Quando começámos a perspectivar a época ainda era possível aceder à segunda divisão e a opção da direcção e da equipa técnica foi: a equipa que estivermos a fazer agora será a mesma, quer se vá para a terceira ou para a segunda divisão. Isto quer dizer que, na eventualidade de o FCOH vir a subir de divisão este ano, a equipa que será construída para o próximo ano vai assentar maioritaria e esmagadoramente, nos atletas que já estão a jogar na equipa. A ideia é manter aqui uma estabilidade quer dos atletas, quer da equipa técnica. Estamos convencidos que uns e outros nos dão garantias de disputar, por exemplo, a segunda divisão com tranquilidade, sem sobressalto e acredito que sem risco de irmos discutir a descida de divisão.

CBS – Acha que o clube tem estruturas – é sempre esse o problema ! – para poder vir a militar na II Divisão B?
RM –
Neste ano e meio de futebol já passei por clubes com muito melhores e piores infra-estruturas do que nós. Obviamente, que não temos as infra-estruturas desejáveis para a segunda divisão. Mas não será por isso que não poderemos estar nesse patamar. Em termos de espaço físico o FCOH limita-se ao estádio municipal. Temos um dos melhores relvados da série C da terceira divisão, superior até ao relvado de estádios construídos recentemente como Tondela e Arouca. É claro que isso se deve à pessoa encarregue pela manutenção do relvado – o senhor António, funcionário da Câmara Municipal – que tem gosto e sabe o que faz e mantém o relvado nas condições possíveis. Tem havido também o cuidado, por parte da equipa técnica, de poupar o mais possível o relvado: o primeiro treino da semana não é realizado no relvado principal.

CBS – Há uns anos a esta parte o clube tem vindo a reivindicar a construção de um campo de treinos relvado. Já deixaram cair esse objectivo?
RM –
Não. Mas temos que ser realistas. O FCOH não tem um espaço próprio. E muita gente esquece-se, por vezes, da história e da grandeza que é o Oliveira. Estamos a falar de um clube que faz, no dia 7 de Junho, 70 anos. Desde 1938 para cá, de facto, não houve hipótese e capacidade de o clube ter um espaço próprio. O estádio municipal não pertence sequer à autarquia, pertence à Casa da Obra. Está arrendado à autarquia e há um protocolo de utilização pelo FCOH que já dura há longos anos e que se renovou recentemente por mais 50. O relvado não é nosso e em Oliveira do Hospital não há condições para se fazer um novo estádio e um novo relvado. O clube não tem esse terreno, nem como o adquirir. Uma situação destas teria que passar por uma de duas situações: ou por a CMOH avançar, encontrar o espaço, adquiri-lo e proceder à construção do campo, ou – do meu ponto de vista seria essa a solução preferível – por uma parceria entre o FCOH e uma outra instituição do concelho, das freguesias limítrofes, onde existem algumas infra-estruturas desportivas que não estão a ser utilizadas ou, estão a ser usadas muito abaixo da sua capacidade, mediante um protocolo, também com a parceria da CMOH – porque detém aquilo que os outros não detêm, que é o dinheiro – e recorrendo também a fundos estruturais.

Mas, do meu ponto de vista, o nosso problema não é o relvado. O que existe é suficiente para a equipa sénior do Oliveira do Hospital. O grande problema centra-se na inexistência de alternativas ao relvado, de tal maneira que no ano passado levou isso a que os dois escalões jovens – iniciados e juniores – ficassem sedeados na Bobadela.

Imagem vazia padrãoCBS – Onde existe um óptimo campo que está praticamente abandonado…
RM –
Onde existe um bom campo. A Associação Desportiva Bobadelense tem disputado o campeonato do INATEL, já o ano passado o fazia. Nós, este ano, optámos por fazer um protocolo que está em vias de se consumar com a Associação Desportiva de Lagos da Beira que também tem um campo que é muito bom, quer em termos de espaço envolvente, quer das próprias condições do campo. Resolvemos este ano fazer um investimento relativamente grande em termos de renovação dos balneários. Transferimos as camadas jovens para Lagos da Beira, onde treinam e jogam no campo pelado. Mesmo os seniores acabam também por ir para lá, quando necessário.

Para mim, a grande questão é que Oliveira do Hospital, enquanto concelho, e o clube necessitariam mais que isto. Todos os anos, temos atletas que querem ir para Touriz e não podemos levar a mal aos que o façam. Em Touriz têm condições para não treinar, nem jogar num pelado. ~

CBS – Como é que comenta o facto de o Touriz – um clube de uma aldeia com cerca de 200 habitantes – ter muito melhores instalações desportivas que o clube de uma cidade, como Oliveira do Hospital?
RM –
Eu não conheço a realidade financeira do Touriz. Sei que o espaço onde está implantado o parque desportivo foi doado ao Tourizense já há bastantes anos. Sei também que tem havido do ponto de vista das diversas direcções do Tourizense uma tentativa de melhoramento do espaço, admito eu que em parceria com a Câmara Municipal de Tábua ou outras instituições. Touriz tem também colocado jogadores em campeonatos de outra dimensão que também lhe terão dado algumas capacidades financeiras que nós não temos. Conheço o Carlos Martins que sei que passou um ano em Oliveira do Hospital, mas tanto quanto eu recordo, o FCOH nunca recebeu qualquer contrapartida pela cedência de jogadores para campeonatos mais evoluídos. Sei que, em determinada altura, o Paulo Piedade foi transferido para o Varzim. Houve mais um ou dois jogadores que saíram de cá, há uns largos anos…

O que é certo é que fico feliz por o Touriz ter o que tem. Tenho pena que o Oliveira do Hospital não tenha essa capacidade, sobretudo quando passamos por sítios onde existem melhores condições do que aquelas que nós temos, mesmo até no que respeita a infra-estruturas em termos de treino. É exactamente aqui que bate o ponto: é penoso verificar miúdos de 11 e 12 anos a correr debaixo de chuva com lama quase pelos calcanhares.

É óbvio que não temos as melhores condições para fazer formação. Com as condições e infra-estruturas que temos, devo dizer que eu acho que se faz muitíssimo mais do que de facto as condições proporcionam. Mais de 50 por cento da equipa actual dos seniores do FCOH vem das camadas jovens. Olhamos para o plantel sénior do Touriz e verificamos que alguns elementos fizeram as camadas jovens em Oliveira do Hospital e não sei se têm alguém que tenha feito as camadas jovens em Touriz.

CBS – Não acha que há aqui manifesta falta de vontade de alguém fazer evoluir as coisas?
RM –
É claro que a maioria das infra-estruturas que existem pelo país, nomeadamente nos concelhos do interior, estão intimamente ligadas aos municípios. Por norma há aquela ideia de que quem tem que fazer é a Câmara. Mas, o sentimento da direcção é este: o nosso problema não está no estádio, porque ele é suficiente, podendo contudo ser melhoradas infra-estruturas ao nível de balneários. Poderia alargar-se a cobertura da bancada, mas pelo número de pessoas que assiste aos jogos não sei se se justifica.

Aquilo que eu gostaria que Oliveira do Hospital tivesse era um espaço onde existissem dois campos, um deles poderia ser pelado e outro um relvado sintético. Se pudesse ser um natural e um sintético melhor… Eu, de facto, preconizo que o Oliveira do Hospital deveria tornar-se parceiro de qualquer outra instituição do concelho. Lagos da Beira tem um espaço fantástico, onde com algumas alterações se poderiam construir dois campos, em vez de um e infra-estruturas de apoio que permitissem albergar durante a semana, a equipa sénior e todos os escalões jovens e assim conseguiríamos ter uma espécie de mini centro de estágio, onde se treinasse durante a semana, as camadas jovens jogassem durante o fim-de-semana, onde a equipa sénior estivesse sedeada e viesse jogar a Oliveira do Hospital. Isto era o desejável.

Já tentámos falar algumas vezes com a Câmara Municipal, nomeadamente no que toca a uma parceria com a Lajeosa. Agora também estamos a tentar isso com Lagos. Estou convencido de que se houver possibilidade para se concretizar uma situação dessas, todos os envolvidos beneficiariam.

CBS – O FCOH é hoje um clube com vários desportos de pavilhão, como o hóquei em patins, que tem actualmente quatro equipas no campeonato nacional, e o futsal que tem vindo a alcançar algum sucesso desportivo. Acha que é altura de em Oliveira do Hospital se começar a debater a construção de um pavilhão multiusos?
RM –
Seria desejável. Neste momento, o pavilhão existente já começa a ser curto para toda esta actividade desportiva. E não estamos a falar unicamente da questão do espaço onde se joga, estamos a falar de tudo o que lhe está associado. Estamos a falar de zonas de lavandarias e arrecadação de material. Inclusivamente, precisaríamos de um ginásio que permitisse a recuperação física dos atletas. Neste momento, não temos espaço para isso e temos uma quantidade grande de máquinas de musculação que estão encerradas numa cave, porque não temos espaço físico para as utilizar.

CBS – Têm um bom relvado, mas na retaguarda…
RM –
Faltam estruturas necessárias. Como está a acontecer com concelhos vizinhos, acho que antes de mais nada o que se deveria fazer era planear. Oliveira do Hospital deveria encontrar um espaço onde pudesse sedear todas as infra-estruturas desportivas. Falamos de um espaço articulado, integrado, onde pudesse estar a piscina, os campos de treinos de futebol, um pavilhão…

CBS – Uma cidade desportiva…
RM –
Exactamente. E de preferência na proximidade das escolas, para que não fosse só a população que pratica desporto a beneficiar. A EB 2,3 e a Secundária têm uma população estudantil que também necessita de utilizar estas estruturas desportivas.

CBS – E a própria ESTGOH…
RM –
Sim, tal como a EPTOLIVA. Era fundamental pensar de forma integrada, para que déssemos ao concelho aquilo que são as infra-estruturas necessárias para a prática desportiva. E aqui é preciso reconhecer o mérito que é devido à CMOH, porque apoia claramente estas iniciativas. Devo dizer que não conheço muitos concelhos que tenham uma actividade desportiva como Oliveira do Hospital, em termos de diversidade e de quantidade. Estamos a falar de uma actividade desportiva de um concelho com cerca de 21 mil habitantes, com seguramente mais de 600 jovens a praticar desporto diariamente. Não é fácil, porque tudo isto custa dinheiro e sabemos que grande parte provém do município, seja através de subsídios directos que os há para todas as modalidades, seja através de apoio em transportes. Não há muitas câmaras que disponibilizem transportes para todas as equipas federadas.

Temos material humano e também temos vontade, a Câmara Municipal também apoia naquilo que é possível. Se calhar a dinâmica desportiva de Oliveira do Hospital, ao nível das infra-estruturas, deveria estar mais bem servida. Se existissem, de facto, essas infra-estruturas se calhar poder-se-ia fazer em Oliveira do Hospital algo que não há muitos concelhos que tenham capacidade para fazer: uma verdadeira escola de futebol de referência no país, capaz de formar jovens desde os mais novos até aos seniores. Isso passaria sempre por um entendimento entre os clubes que têm o futebol activo no concelho, por um projecto integrado, onde todos dessem um contributo, pudessem colher frutos, desde que existissem condições objectivas e materiais para isso.

CBS – Há uns anos, a CMOH indeferiu um projecto à Fundação Aurélio Amaro Diniz relacionado com a criação de umas bombas de gasolina que seriam exploradas por aquela entidade em parceria com o clube, estando portanto em causa uma nova fonte de receita. Há duas semanas atrás, a Câmara aprovou no entanto umas bombas de gasolina que deverão ser instaladas numa área contígua a um supermercado da cidade – os Irmãos Gonçalves. Tem algum comentário a fazer a esta situação?
RM –
Não tenho nenhum comentário a fazer. Na altura, eu estava no Conselho Fiscal e não estive por dentro do projecto. A CMOH entendeu por bem indeferir alegando razões ligadas com o local para onde foi pedido o licenciamento para o posto de abastecimento. É obvio que um investimento deste género teria grande relevância para as duas instituições, a Fundação Aurélio Amaro Diniz e o FCOH. Não aconteceu, passou a oportunidade. Não é pelo facto de agora a CMOH vir licenciar uma bomba de gasolina para uma instituição privada, que vou dizer que estamos a ser tratados de maneira diferente. E não o faço por variadíssimas razões, mas também pelo facto de os Irmão Gonçalves serem um dos sustentáculos do desporto em Oliveira do Hospital… patrocinam as camisolas da equipa sénior do clube.

Na altura foi entendido que se calhar não era o espaço, nem o momento ideal para se fazer esta parceria. Estou agora a tomar conhecimento da aprovação dessas bombas. Desejo sucesso e que – puxando a brasa à minha sardinha – de alguma maneira o FCOH possa vir a beneficiar desse investimento, pela parceria que já existe desde há dois anos com os Irmãos Gonçalves.

CBS – Para vocês o assunto da bomba de gasolina é um caso encerrado?
RM –
É. Na altura, obviamente que traria uma outra capacidade financeira ao clube, mas não aconteceu. Acho que deveríamos tentar encontrar outras iniciativas e parcerias que pudessem dar esse encaixe. É uma situação que passou no tempo, já lá vão três ou quatro anos e não é altura de ressuscitar uma situação dessas.

CBS – Equaciona recandidatar-se à presidência do FCOH?
RM –
Temos mais um ano e meio de trabalho pela frente e tenciono levá-lo até ao fim. Se há algo que eu gostaria, era ser presidente do FCOH nos próximos 20 anos. Mas, eu próprio não tenho condições para isso, quer do ponto de vista financeiro, quer profissional, quer familiar. No final do mandato, ponderaremos o que de facto se há-de fazer, dependerá de várias coisas, nomeadamente do que as pessoas, as instituições e os associados do clube – são poucos os que vão às assembleias – queiram fazer do clube.

É importante que na comemoração dos 70 anos do FCOH, nós pensemos claramente no que queremos fazer do clube, em termos futuros. Não podemos estar sempre dependentes da disponibilidade de quatro ou cinco pessoas para que o clube avance. Temos tido a sorte de ter sempre pessoas empenhadas – e não estou a falar de mim – mas que não foram tratados da maneira como deveriam ter sido.

É necessário rejuvenescer todo o clube, porque as pessoas não são eternas. Se isso não acontecer corremos o risco de, daqui por uns anos, termos muita gente formada no Oliveira do Hospital, mas sem terem onde jogar. Isso era de facto uma pena.

Henrique Barreto/ Liliana Lopes

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