“Não foi para isto que se fez o 25 de Abril”

“Quero aqui afirmar, com toda a convicção, que neste concelho continua a não haver liberdade”, referiu o deputado municipal do PS, Rodrigues Gonçalves, na última assembleia, realizada na véspera do 25 de Abril.

Aquele eleito socialista, que nas autárquicas de 1993 se defrontou nas urnas com Carlos Portugal, disse estar “perplexo” com algumas situações que o PS vem encontrando no terreno, ao nível da preparação das listas para as próximas eleições autárquicas. “Condicionam-se as pessoas a aderir a determinada luta… alguns dizem-lhes: cumpri o meu dever para contigo, agora tens que me pagar…; prometo-te que vou fazer mais isto…; passo a comprar os teus produtos”, afirmou Rodrigues Gonçalves, considerando que “estes métodos são altamente censuráveis e humanamente indignos”, e “não foi para isto que se fez o 25 de Abril”.

“Ninguém me dá lições de moral sobre liberdade ou democracia” 

“Fiquei a saber que, pelos vistos, o PS tem algumas dificuldades no relacionamento com as populações”, ironizou o presidente da Câmara, em resposta ao deputado socialista.

“Quando andam aí na formação das listas, digam às pessoas que não querem BIP´s (braços de iluminação pública), que não querem caminhos, que são contra os subsídios, que não querem água… é preciso falar verdade. Sejam verdadeiros”, continuou Mário Alves, sublinhando que ninguém lhe dá “lições de moral sobre liberdade ou democracia”.

 Salientando que ninguém disse que “tais auxílios não são precisos”, Gonçalves sustentou, no entanto, que “falta o resto”, e sentenciou que “este concelho não tem futuro por falta de um modelo de gestão”.

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