Quase dois anos depois, esta madrugada voltou a nascer um bebé no Centro de Saúde de Oliveira do Hospital

A equipa médica do Serviço de Atendimento Permanente (SAP) de Oliveira do Hospital realizou esta madrugada mais um parto, quase dois anos depois da última criança ter nascido naquela instituição de saúde. A mãe chegou às instalações do SAP, que apesar das muitas ameaças de encerramento continua a funcionar 24 horas por dia, numa viatura particular pelas 3h20, já em trabalho de parto. Foi imediatamente assistida pela equipa médica de serviço e o parto aconteceu 20 minutos depois. Com total sucesso. A criança, um rapaz, é o mais recente habitante da cidade de Oliveira do Hospital.

O facto deixou um dos familiares extremamente satisfeito e não se cansou de elogiar a equipa de serviço (o médico, enfermeiro, administrativo e auxiliar). “O serviço, pelo que me disse quem acompanhou o processo, foi exemplar. Só me resta agradecer a dedicação destes profissionais e o facto de o SAP continuar aberto as 24 horas por dia”, explicou este familiar que preferiu não ser identificado. “Este é um daqueles casos que demonstra a importância deste tipo de serviço em permanência. Naquelas circunstâncias já imaginou se o serviço estivesse encerrado como se chegou a falar? As coisas não correriam certamente nas mesmas condições de qualidade, podendo colocar em causa a saúde do bebé e da mãe. Isto é válido igualmente para outros casos de urgência”, frisou.

Aquele Centro de Saúde tinha realizado o último parto em 29 de Novembro de 2014, numa altura em que a instituição se debatia também com grandes dificuldades com a falta de médicos e em que se temia pelo futuro daquele serviço. O recém-nascido, na altura, recebeu o nome de Lucas e nasceu pelas 20h10, dando um novo alento reivindicativo aos que defendiam o reforço de médicos naquela instituição. A parturiente, recorde-se, deu entrada naquela instituição por volta das 19h30, transportada pelos Bombeiros de Lagares da Beira. Na altura ainda foi accionada a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) para conduzir a grávida para Coimbra. Mas a equipa médica do SAP chegou à conclusão que não havia tempo, acabando por realizar de imediato o parto que decorreu normalmente.

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