Quebra do sentido de voto em Avô obriga à formação de executivo “a três”

Um dos três eleitos pelo PS para a Junta de Freguesia de Avô quebrou o sentido de voto na hora de sufragar  a proposta de constituição do executivo com os três cabeças de lista. Para surpresa do presidente eleito, a proposta foi aprovada.

Afonso Jorge contava que o resultado fosse 5-2 com socialistas (3) e independentes (2) a rejeitarem a proposta, mas acabou por ser surpreendido ao ver aprovada a constituição do executivo autárquico de Avô com os três cabeças de lista por 4-3.

Aconteceu assim na primeira reunião realizada no dia 19 de outubro destinada à constituição do executivo da Junta e Mesa da Assembleia de Freguesia, altura em que o presidente eleito com apenas mais três votos do que o cabeça de lista pelo PSD (José Carlos Martins) viu passar para “o lado de lá” um elemento da sua própria lista, acabando por ser um elemento do movimento independente liderado por António da Silva Antunes a votar contra aquela composição do executivo. Ao contrário do que estava à espera, o socialista Afonso Jorge viu a proposta de “triunvirato” passar com os votos favoráveis dos dois eleitos pelo PSD, de um eleito independente e de um socialista, contra dois votos do PS e um terceiro do movimento independente.

A proposta de constituição de executivo “a três forças” foi a segunda a surgir em cima da mesa daquela reunião. À consideração dos eleitos tinha sido inicialmente colocada a formação do executivo com dois elementos do PS e um elemento dos independentes que também não foi aprovada. Note-se que esta era a composição do executivo esperada pelos socialistas que já em período de campanha eleitoral, antevendo uma votação renhida na freguesia, apontavam para uma possível coligação com o movimento independente e “nunca” com o PSD.

Contas que saíram trocadas ao presidente eleito, Afonso Jorge, que pese embora a surpresa não hesitou em aceitar o resultado da votação. “Foi uma surpresa muito grande, mas como sou um democrata aceitei”, afirmou o autarca socialista ao correiodabeiraserra.com, que está certo de quem foi o elemento socialista que quebrou o sentido de voto e conduziu à composição a três. Uma atitude com que Afonso Jorge não contava, mas que ainda assim não o leva a guardar mágoa, notando que se as eleições fossem hoje voltaria a contar com aquele elemento na sua equipa.

À entrada do mandato autárquico, Afonso Jorge está em crer que a população de Avô não sairá prejudicada até porque os três só querem “o melhor para a freguesia”. Apesar de aceitar o resultado da votação que “respeita aquilo que o povo queria”, Afonso Jorge não tomou posse sem ver assegurada a condição de que o programa que será seguido nos quatro anos de governação é aquele com que se apresentou a eleições. “Se não fosse assim, eu nem tomava posse”, referiu a este diário digital, explicando que não se opõe às propostas apresentadas por José Carlos Martins (PSD) ou por António Antunes( movimento independente), desde que arranjem patrocínios externos ao orçamento da Junta de Freguesia e apoio da Câmara Municipal para a sua concretização.

Desde a tomada de posse, os três eleitos têm participado em reuniões semanais que acontecem ao sábado, com lugar a uma visita pela freguesia com o objetivo de identificar os principais problemas a resolver.

Até ao momento, Afonso Jorge tem a registar o bom relacionamento entre os três cabeças de lista. “Eu como cabeça de lista nunca ataquei ninguém na campanha”, registou o recém eleito autarca, recordando que o que se verificou foi arremesso de críticas entre os partidos e o movimento independente , mas na qual “nunca” se quis envolver. “Nunca tive nada com o Antunes, nem com o José Carlos Martins”, referiu, adivinhando um mandato autárquico sem grandes ondas.

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  • Bruno Mendes

    Falta acrescentar que o primeiro executivo proposto previa o afastamento da número dois do PS em benefício do número 3 da mesma lista, por mero acaso filho do novo presidente da junta.

  • Bruno Mendes

    Leia-se “número 3 do PS em benefício do número 4”