Quercus quer ampliação da paisagem protegida da Serra do Açor

A Quercus exigiu hoje a ampliação da área da Paisagem Protegida da Serra do Açor, para garantir a existência de corredores ecológicos, e a aposta no turismo de natureza, com a reconstrução de edifícios antigos.

Para assinalar o Dia Internacional da Vida Selvagem e o 32.º aniversário da criação da Paisagem Protegida da Serra do Açor – serra que abrange concelhos como Oliveira do Hospital, Arganil, Seia e Pampilhosa da Serra -, a associação ambientalista fez uma avaliação desta área e concluiu que “trouxe à região inúmeros benefícios” na conservação da natureza e dos recursos naturais. Também possibilitou a manutenção de alguns dos seus habitats “num excelente” grau de conservação e a “elevada” diversidade de espécies.

A avaliação da Serra do Açor insere-se numa iniciativa da Quercus que vai avaliar todas as 25 áreas protegidas portuguesas ao longo do ano, sendo divulgado o resultado no dia do aniversário de cada uma.

Entre as críticas resultantes da análise, está a “reduzida dimensão” da Paisagem Protegida. A não ampliação reflete “a inércia e a falta de visão estratégica que tem caracterizado a gestão pública desde a sua criação”, salienta a associação.

A ausência de controlo de acumulação de combustível lenhoso e a falta de estações de tratamento de águas residuais em algumas populações como Pardieiros, a proliferação de espécies exóticas, a “profusão” de linhas elétricas de alta, média e baixa tensão, o risco elevado de incêndios ou o despovoamento são outros problemas listados pela Quercus.

Os ambientalistas querem que “se inicie de imediato um processo com vista à ampliação da Paisagem Protegida de forma significativa, garantindo a existência de corredores ecológicos e salvaguardando as formações vegetais reliquiais, como bosquetes de azereiro, de azevinho e loureiro, que ocorrem pontualmente”.
Em paralelo, segundo a associação, devia ser dinamizado na Serra do Açor, um programa de renaturalização, “criando áreas onde os processos naturais decorram com o mínimo de perturbação humana”.

A aposta no turismo de natureza está relacionada com a presença de novos operadores, aproveitando percursos pedestres, existentes e a criar, a reconstrução de edifícios antigos para alojamento turístico e o aproveitamento de produtos locais tradicionais, como artesanato, silvicultura de espécies autóctones, apicultura ou pastoreio.

lusa.pt

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