“Queremos transformar a Eptoliva no grande centro de formação profissional da região”

 

… traçou metas ambiciosas de direcionar a escola para a área de formação profissional.

Quebrando aquilo que tem sido a tendência de redução do número de alunos visível um pouco por todo o país, a Eptoliva – Escola Profissional com sede em Oliveira do Hospital e pólo ativo em Tábua surpreendeu ao anunciar a admissão de 100 novos alunos.

Números que refletem um aumento de inscrições na ordem dos 34 por cento comparativamente ao alcançado no ano letivo anterior, em que a escola admitiu 66 novos alunos, mas não conseguiu abrir nenhuma nova turma no pólo de Tábua.

Na abertura oficial do novo ano letivo que, esta manhã, concentrou alunos e encarregados de educação na Casa da Cultura César Oliveira, o presidente da Adeptoliva – associação que gere o ensino profissional em Oliveira do Hospital e Tábua não escondeu a satisfação pelo bom resultado registado pela escola. “Este ano com um grau de exigência maior – as turmas deveriam ter entre 24 e 30 alunos – conseguimos abrir quatro turmas, uma das quais no pólo de Tábua”, referiu Artur Abreu, notando que a escola disponibiliza uma “mescla formativa”, já que para além de continuar a apostar no curso de técnico de mecatrónica – “é uma referência para a escola”, refere – e no de técnico de Turismo, destaca-se também pela inovação ao avançar com os cursos de técnico de Gestão Desportiva e técnico de Auxiliar de Saúde (pólo de Tábua).

“Aliamos a nossa experiência à inovação”, referiu o responsável que também colocou em evidência a possibilidade que os alunos da Eptoliva têm de efetuar estágios no estrangeiro. “É para nós uma satisfação, porque demonstra que a nossa formação é boa” referiu o responsável que, hoje, também apresentou a nova equipa diretiva que surge com Joel Vasconcelos no lugar de diretor executivo, Maria José Falcão de Brito, na qualidade de diretora pedagógica, Maria José Antunes na direção financeira e Cristina Figueiredo no lugar de adjunta de direção.

“É uma equipa que vai aliar experiência e juventude”, disse Artur Abreu, certo do bom desempenho da nova equipa que tem, entre mãos, o desafio, de “alargar a escola à formação profissional direcionada a adultos”.

Um desafio a que o novo diretor executivo da Eptoliva já acedeu. “Queremos transformar a Eptoliva no grande centro de formação profissional da região”, referiu Joel Vasconcelos, que em mente tem um conjunto de projetos que conta levar por diante no sentido de “contribuir para o sucesso deste território”. À frente de uma escola que espera não seja “uma mera fábrica para construir bons profissionais”, Vasconcelos disse ser sua vontade que a escola sirva para “continuar a construir bons homens para o futuro”. “Quero alunos críticos, ativos e atentos e que nos ajudem a construir uma escola melhor”, frisou, confiante de que a Eptoliva não seja um ponto final na formação dos alunos, mas antes um ponto intermédio.

Tranquilizando os encarregados de educação com a certeza de que “fizeram uma boa opção”, o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital destacou as mais valias do ensino profissional na hora de procurar um posto de trabalho.

Do mesmo modo, José Carlos Alexandrino revelou-se confiante naquele que é o grande desafio imposto à Eptoliva. “Acredito que é possível tornar a Eptoliva num grande centro de formação profissional”, afirmou o autarca, revelando que o próprio Projeto Educativo Local está a ser orientado no sentido de fazer da Eptoliva “uma grande marca”, porque o objetivo não é manter a Eptoliva por mais dois ou três anos. “Quero a Eptoliva para longo prazo”, referiu o autarca, assegurando que o município oliveirense não quer deixar cair o projeto de ensino profissional no concelho.

Na cerimónia desta manhã, a diretora pedagógica, Maria José Falcão de Brito teve ainda oportunidade de apelar a um maior envolvimento dos pais no dia a dia dos seus educandos.

Para além de servir de receção aos novos alunos, a sessão possibilitou também a entrega de prémios de mérito aos alunos que melhor se destacaram no ano letivo transacto.

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