“Quero ser livre…para não me comprometer com nenhum pseudo-importante ao contrário da vontade das bases”

… de Oliveira do Hospital, onde se posicionou contra os “atilhos, cumplicidades e amarras”. Aos apoiantes que encheram o restaurante do Hotel São Paulo, o candidato garantiu “não ter lugares para dar a ninguém”, deixando claro que quer “ser livre” para não se comprometer com “nenhum pseudo-importante ao contrário da vontade das bases”.

De olhos postos nas eleições que irão decorrer na próxima sexta-feira, 21 de Novembro, os militantes sociais-democratas deram sinais de mobilização em torno da candidatura de Marcelo Nuno que, em Oliveira do Hospital conta com o apoio da Comissão Política Concelhia. “Nós ouvimos os dois candidatos” referiu o presidente da estrutura local do PSD, José Carlos Mendes, explicando o apoio a Marcelo Nuno, em detrimento do candidato Pedro Machado. Sem querer escamotear a realidade, Mendes vincou o facto de a candidatura de Machado ter por trás o apoio do actual presidente da Comissão Política Distrital, Jaime Soares, bem como do presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, Mário Alves. “Isso não nos atraiu”, frisou José Carlos Mendes, sublinhando ainda que “a Comissão Política Distrital não tem existido”.

Aos militantes, Mendes assegurou que Marcelo Nuno não prometeu nada a não ser que vai respeitar os estatutos. “Para nós isso chega”, referiu, apelando ao voto na candidatura de Marcelo Nuno.

A mobilização registada sexta-feira mereceu os elogios de Fernando Guerra, pró-reitor da Universidade de Coimbra e apoiante de Marcelo Nuno, que na ocasião destacou estar perante o partido que conhece e que leva o PSD às vitórias eleitorais. “Este é o nosso partido, que deve juntar pessoas e não excluir”, acrescentou, sem deixar de realçar a capacidade de trabalho de Marcelo Nuno e da sua apetência para servir e não se servir.

“O partido não pode continuar a tratar mal as suas gentes”

Embora salvaguardando que não tem nada contra ninguém e que não fala mal de ninguém, Marcelo Nuno não deixou de denunciar situações de gente que já foi “maltratada pela Comissão Política Distrital e até insultada na praça pública”.

“O partido não pode continuar a tratar mal as suas gentes…temos que exigir que nos respeitem”, sustentou o candidato ao lugar de Jaime Soares, sem esconder que já foi vice do ainda presidente da Comissão Distrital, mas que se demitiu por não querer ser o seu sucessor natural. “Deixei-o sair com dignidade, porque até hoje nunca o critiquei publicamente. Ele ficou sem quórum e eu nunca vim dizer nada sobre isso”, contou o candidato, defendendo que “as pessoas têm que saber sair e dar lugar a outros”.

Consciente de que “os lugares na política são sempre transitórios”, Marcelo Nuno posicionou-se em favor do diálogo entre militantes porque – como disse – “não nos podemos resignar, nem aceitar as coisas como nos querem dar a comer”. “Temos direito a escolher, a pensar e a participar na vida do partido”, defendeu.

Quanto à candidatura adversária, Marcelo Nuno confessou ser “amigo” de Pedro Machado e reconheceu-lhe capacidade de trabalho, mas não deixou de considerar que “ele não tem condições para dirigir a entidade regional de turismo e o PSD”. “São incompatíveis” referiu, especificando que Machado “não vai conseguir dizer bem do Governo das 09h00 às 17h00 depois dizer bem do partido”.

“Toda a gente já viu, menos uns quantos que precisam dele, porque se de facto ele não tivesse ido a jogo, eles não tinham mais ninguém”, denunciou, garantindo não ter lugares para dar.

 Crítico em relação aos “atilhos, cumplicidades e amarras”, Marcelo Nuno disse ser “preferível perder”. “Quero ser livre para fazer os gestos que tiver que fazer e para dizer que sim ou que não e, sobretudo, para não me comprometer com nenhum pseudo-importante ao contrário da vontade das bases”, clarificou.

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