“Quero terminar o meu trabalho na Câmara Municipal e sair de lá melhor do que quando entrei…”

Na noite em que apresentou o mandatário da Juventude, Ricardo Fidalgo, e deu conhecer a sua sede de candidatura e o site na internet, Mário Alves voltou a ter casa cheia e reiterou a total disponibilidade para “terminar” o trabalho que iniciou na Câmara Municipal, já que é seu objectivo “sair de lá melhor” do que quando entrou.

“Quando entrei, encontrei dificuldades financeiras e de logística, mas, quando sair tenho certeza de que saio com cabeça mais levantada, porque saio com o sentimento de dever cumprido”, referiu o candidato que, apoiado pelas cores da social-democracia, disse que em caso de vitória, “jamais” abdicará de qualquer responsabilidade até ao final do mandato.

Frisando com frequência de que está na política de “cara levantada” e sem receio de olhar directamente nos olhos das pessoas – “o PSD sempre falou a verdade e nunca enganou ninguém”, referiu – Mário Alves assegurou que não é sua vontade servir-se “do que quer que seja”.

“Façam as auditorias que quiserem na Câmara Municipal e vejam se o Mário Alves meteu ao bolso, um cêntimo que fosse, do erário público”, desafiou o candidato e actual presidente do município oliveirense, posicionando-se também em defesa da “aplicação rigorosa dos dinheiros públicos”.

Neste domínio chegou até a aconselhar os jovens a seguirem práticas de poupança das próprias mesadas porque “é preciso pensar no futuro longínquo”. Da mesma forma, o candidato falou da importância do trabalho, por entender que “sem trabalho ninguém vinga, nem chega a lado nenhum”.

Posicionando-se contra as “cunhas”, Mário Alves chegou a usar o nome dos filhos para clarificar que, ele próprio, se recusa a fazer o que acontece em outras autarquias, “onde os presidentes abrem concursos para meter os filhos”. “Os meus filhos são iguais aos outros”, frisou.

“A Lei das Finanças Locais não permite, hoje, que haja tontos na política…”

Crítico em relação ao defendido “desenvolvimento” e “à história dos projectos”, Mário Alves esclareceu que “o que há para vir do QREN já está negociado” e que “a lei das finanças locais não permite, hoje, que haja tontos na política”. “Não se pode ir por aí fora…já lá vai esse tempo. É preciso ser-se ponderado, saber decidir e priorizar”, verificou.

Clarificando que também ele não pode prometer a criação de indústrias – “não é a Câmara Municipal que tem essa capacidade”, disse – o candidato social-democrata chegou a colocar as necessidades sociais dos oliveirense à frente das questões do betão e do alcatrão que, como frisou, “começam-se a esgotar”.

“Temos que apostar noutras áreas, para que se criem condições, para que as pessoas se sintam bem em Oliveira do Hospital”, referiu, destacando a necessária solidariedade para “com aqueles que mais precisam e os que estão desempregados”. Para Mário Alves é necessário que exista “este tronco social para socorrer aqueles que mais precisam”, garantindo estar disposto a “abdicar de fazer duas ou três grandes obras, para evitar que haja oliveirenses a passar fome e a não ter acesso aos medicamentos”.

“Como é que é possível, alguém dizer que Oliveira do Hospital não é um bom concelho?”

Recandidato à presidência da autarquia, Mário Alves não se escusou a fazer um balanço positivo ao trabalho desenvolvido e disse não entender “como é que é possível, alguém dizer que Oliveira do Hospital não é um bom concelho?”.

“Só a rede viária que nós temos…”, observou, confessando-se espantando com o facto de “haver tanta gente que não consegue ver”.

O candidato chegou, por isso, a desafiar os oliveirenses a percorrerem as 21 freguesias, porque disse estar certo de que, no final, a conclusão a que vão chegar, é de que “afinal, Oliveira do Hospital é um grande concelho”.

Aos presentes na sede de candidatura, Mário Alves transmitiu palavras de confiança, por entender que as listas candidatas pelo PSD são constituídas por “560 pessoas magníficas”. “Fizemos questão de ter entre nós os melhores, mais capazes e mais empenhados”, sustentou recusando porém afirmar que são os mais honestos já que “em Oliveira do Hospital todos são honestos”. Contudo, esclareceu: “em questões de moral, ninguém nos dá lições”.

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