A Quinta da Serrana, em Ervedal da Beira – uma propriedade municipal – está outra vez cheia de “combustível” à espera de uma ignição que a volte a destruir...

 

Quinta da Serrana à espera do fogo

Depois de em Dezembro de 2006 o Correio da Beira Serra ter publicado uma reportagem a dar conta de que numa propriedade municipal – a quinta da Serrana, na freguesia de Ervedal da Beira –, a autarquia oliveirense gastou vários milhares de euros num projecto de reflorestação, comparticipado pelo Ministério da Agricultura,no qual a maior parte das árvores plantadas foram abandonadas à sua sorte e morreram à nascença, este jornal esteve a semana passada no local a verificar as condições em que foi efectuada a segunda operação de plantação de árvores e, em pleno Verão, deu novamente de caras com um cenário desolador.

“Por acaso, desta vez, acho que mais de 90 por cento das árvores pegaram. O problema é que não as regam e, da maneira que aquilo está – é só silvas e mato –, qualquer dia arde tudo outra vez”, afirmou ao Correio da Beira Serra um habitante de Ervedal da Beira,“familiarizado” com a quinta da Serrana, que preferiu não ser identificado.

Mas com os seus próprios olhos – numa tarde de domingo – o CBS percorreu demoradamente aquela propriedade, onde se encontra uma casa abrigo e um campo de tiro sob a alçada do Clube de Caça e Pesca de Oliveira do Hospital, e verificou in loco que a vegetação espontânea já cresceu mais do que a maioria das espécies ali replantadas.

 

Conforme documentam as recentes imagens, as silvas e o mato quase sufocam as árvores e muitos carvalhos acabaram por morrer, supostamente, por falta de cuidados.

Depois de um primeiro programa de reflorestação mal executado e, numa altura em que a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, ainda recentemente apresentou – em assembleia municipal, com toda a pompa e circunstância, – os Planos Operacionais Municipais e Intermunicipais de defesa da floresta contra incêndios, é de bom tom passar da teoria à prática, porque senão o fogo, que há uns anos devastou por completo aquele pitoresco local público, pode regressar e destruir todo o trabalho feito.

E como em Portugal, é hábito as pessoas só se lembrarem de Santa Bárbara quando troveja, aqui fica uma recomendação bastante popular: “não guardem para amanhã, o que podem fazer hoje”…

Henrique Barreto

 

 

 

 

 

 

 

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