Quinta da Serrana novamente ao abandono

Quase três anos depois de este diário digital ter denunciado a negligência municipal na execução de um programa de reflorestação na quinta da Serrana, em que milhares de árvores morreram à nascença, a situação naquela propriedade da câmara municipal, em Ervedal da Beira, é novamente crítica.

As folhosas que ali voltaram a ser plantadas – muitas delas já morreram, e outras podem estar em vias disso –, estão verdadeiramente sufocadas pelos extensos matagais que as envolvem.

“Ninguém liga nenhuma a isto. Isto está é outra vez bom para o fósforo”, disse ao correiodabeiraserra.com um habitante de Ervedal da Beira que, no local, mostrou o seu desapontamento pelo facto de se terem sinalizado as árvores “há coisa de um ano” com umas fitas que “nunca ninguém veio tirar”.

“Puseram as fitas para depois virem capinar o terreno, mas já lá vai um ano e nunca ninguém cá apareceu. Isto é só mato, já nem se vêem os carvalhos”, referiu o interlocutor do CBS online, advertindo que “as fitas” – conforme demonstra a imagem – “estão a impedir o crescimento da árvore”.

A primeira acção de reflorestação da quinta da Serrana decorreu em finais de 2005, e surgiu em consequência do violento incêndio que, no Verão de 2001, consumiu aquele importante pulmão verde da Cordinha.

O projecto, desencadeado pela câmara municipal (CM), teve um custo de 65.898,09 euros e foi apoiado pelo programa AGRO em 13.873,61 €.

Em 30 de Agosto de 2006, o Correio da Beira Serra denuncia a situação e o presidente da autarquia oliveirense, Mário Alves, acabou por admitir – em assembleia municipal – que o processo não tinha corrido bem.

Com quase todas as árvores mortas, a CM não teve outro remédio senão mandar efectuar uma nova replantação. A operação teve sucesso, e a maior parte das folhosas começaram a tomar conta da paisagem da quinta da Serrana.

Porém, e numa altura em que estamos na fatídica época de incêndios florestais, eis que as silvas estão novamente a tomar conta daquela zona florestal.

Contactado por este diário digital, um técnico florestal, que solicitou o anonimato, referiu que este projecto foi “mal conduzido desde o início”, e lamentou que não exista sequer uma “linha de plantação visível para permitir a manutenção” das zonas reflorestadas.

LEIA TAMBÉM

Candidato do PSD a Travanca promete “um presidente para todos os dias e não apenas para o fim-de-semana”

O PSD apresentou ontem publicamente a lista candidata à Assembleia de Freguesia de Travanca de …

Festival “Origens” de Travanca de Lagos agendado para o próximo fim-de-semana

Os Jovens da Liga de Travanca de Lagos apresentam, de sexta-feira a domingo, mais uma …