Rangel veio a Oliveira do Hospital defender “investimento de proximidade” como forma de desbloquear “aspirações” dos oliveirenses

 

Apesar de nunca se ter referido em concreto aos Itinerários Complementares 6, 7 e 37 que foram suspensos pelo governo, Paulo Rangel disse ontem, na sede da Comissão Política de Secção do PSD de Oliveira do Hospital, compreender “algumas” das aspirações dos oliveirenses e apontou “o investimento de proximidade” como a solução para “desbloquear obras que estão a ser um obstáculo ao desenvolvimento e crescimento de concelhos como Oliveira do Hospital”.

De facto, “a necessidade de imperiosa do arranque” das acessibilidades externas surgiu no topo das preocupações que o mandatário concelhio da candidatura de Rangel, Rui Abrantes, apresentou ao candidato que, ontem, se deslocou a Oliveira do Hospital, acompanhado pelo director distrital de campanha, Ricardo Alves e, pelo presidente da Comissão Política Distrital do PSD, Pedro Machado.

Na sede do partido, onde também compareceu o ex-presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, Abrantes alertou ainda Rangel para a necessidade “imprescindível de construção das novas instalações da ESTGOH” e, apelou a “uma atenção particular” ao problema do desemprego no concelho que é “o dobro da média nacional”.

“Será que nós podemos deixar definhar e cair no abandono um concelho como Oliveira do Hospital?”

Adepto do “desenvolvimento regional” e da “correcção das assimetrias”, o candidato à presidência do PSD, disse não aceitar os desequilíbrio existente entre as regiões mais ricas – Lisboa e Vale do Tejo – e as regiões mais pobres – Norte, Centro e Alentejo – e posicionou-se em defesa da “harmonização do território”.

“Será que nós podemos deixar definhar e cair no abandono um concelho como Oliveira do Hospital?”, questionou Rangel, colocando a “coesão territorial” no topo das suas prioridades. Para o efeito, explicou que é sua intenção atribuir “mais força às comissões de coordenação” que “hoje estão um pouco esgotadas na sua capacidade e perderam alguma eficácia”.

O candidato propõe, por isso, que o presidente da comissão de coordenação deva ser uma membro do governo, um secretário de Estado, que possa avançar com decisões sem necessidade de recorrer à tutela.

Na corrida pelo lugar ainda ocupado por Manuela Ferreira Leite e, em consequência pelo de candidato a primeiro-ministro, Paulo Rangel colocou-se à margem das políticas desenvolvidas por 15 anos de “consulado socialista” e, em particular de cinco anos de governação de José Sócrates.

“O projecto do PSD deve ser de ruptura”, considerou o candidato, apontando o dedo à “desesperança” que o PS causou nos portugueses que agora sem vêem com “falta de ânimo para enfrentar o futuro”.

Rangel pretende, por isso, libertar as famílias e as empresas da dívida, como forma de fazer face ao problema do desemprego que, em Oliveira do Hospital já assumiu “proporções gigantescas”. “Sócrates aposta tudo nas grandes obras e, a verdade é que não há apoio para as pequenas e médias empresas que produzem e exportam, e os trabalhadores ficam nesta situação desesperada”, verificou o candidato, referindo-se à “morte lenta da classe média que está no limite do possível, para poder pagar as suas prestações mensais”.

Contra a construção do TGV, aeroportos e grandes travessias, Paulo Rangel considerou prioritário o apoio às empresas.

Também a forma como as verbas do QREN estão a ser distribuídas a nível nacional mereceram o reparo de Rangel que, aos militantes do PSD de Oliveira do Hospital, considerou “vergonhoso o desvio de fundos comunitários das regiões no Norte, Centro e Alentejo para Lisboa e Vale do Tejo. Da mesma forma, criticou a baixa execução do QREN, por parte do governo português.

“O governo executou apenas seis por cento, sendo que 94 por cento do dinheiro está guardado em Bruxelas sem estar a servir à nossa economia”, sublinhou.

Confiante num bom resultado, Rangel apelou ao voto “em liberdade” dos militantes, “sem ligarem a pressões de barões e baronetas que aparecem por aqui”, no próximo dia 26 de Março.

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