Reflorestação de três hectares “compensa” devastação provocada por incêndio

 

… do violento incêndio que atingiu violentamente aquela localidade na freguesia de S. Gião.

Volvido pouco mais de meio ano desde o violento incêndio que, vindo de Seia, irrompeu pelo baldio de Rio de Mel consumindo uma vasta mancha florestal e chegando a ameaçar populações e os seus bens, já é visível no terreno o trabalho destinado a minimizar os grandes prejuízos que dele decorreram.

Na manhã do último sábado elementos da autarquia, bombeiros, sapadores e voluntários levaram a efeito uma ação de reflorestação de uma área de 3 hectares que, em setembro passado, foi devastada pelo fogo.

No conjunto, foram plantados perto de 1500 pinheiros mansos e – em menor número – medronheiros e carvalhos, com o claro propósito de “compensar” a natureza e as populações daquilo que foi a perda verificada no final do último verão.

Uma prática que “não é novidade” para a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital que tem por hábito a dinamização deste tipo de ações e que, este ano, surge com o mote “Oliveira do Hospital Trata bem o Ambiente” e que teve o seu pontapé de saída na Quinta da Serrana numa simbólica ação de reflorestação promovida pelo Agrupamento de Escolas da Cordinha.

“Se no verão arde, neste período tentamos compensar as áreas ardidas reflorestando”, referiu o vice-presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, José Francisco Rolo, explicando tratar-se de um trabalho de “reparação” e que é encarado como “um investimento no futuro”.

“Esperamos que esta floresta vingue e que daqui a 10 anos possamos ver aqui árvores de grande porte e nos orgulhemos de ter um concelho ambientalmente mais sustentável”, transmitiu.

Um trabalho que o presidente da Câmara Municipal pretende realizar com a generalidade das Juntas de Freguesia em zona de baldio, como forma de “recolocar a floresta” em territórios que “ficam mais pobres com os incêndios”.

“Com a plantação destas árvores estamos a construir um ambiente natural para que os nossos filhos e netos possam usufruir de uma natureza como a que encontrámos há muitos anos”, referiu José Carlos Alexandrino que no arranque da ação florestal anunciou a nomeação de José Carlos Marques, engenheiro florestal, como comandante operacional da proteção civil no concelho, função que vai assegurar em estreita colaboração com os comandantes das duas corporações de bombeiros.

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