Reflorestar para compensar flagelo dos incêndios

 

… a aposta do município na reflorestação, em particular de áreas ardidas.

Trinta árvores, trinta entidades. Foi desta forma que a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital assinalou no último sábado o Dia da Floresta Autóctone, no Parque nos Marmelos, mais concretamente na margem da Ribeira de Cavalos.

Uma ação que consistiu na plantação de três dezenas de árvores autóctones que foram apadrinhadas por igual número de instituições concelhias, sobre as quais recai a responsabilidade de acompanhar o seu crescimento.

“Queremos dar um sinal de que todos nós podemos dar mais um pouco para o bem estar coletivo à escala da responsabilidade que cada entidade tem”, explicou o vereador do Ambiente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, destacando também a preocupação do município em melhorar o Parque dos Marmelos e a própria Ribeira de Cavalos que “precisa de ser cuidada”. “A Câmara deve ter um olhar diferente para esta área”, entende José Francisco Rolo, informando da existência de um estudo prévio de valorização daquele espaço que chega a contemplar a criação de um percurso pedonal destinado à fruição.

A participar numa ação simbólica, o vereador do Ambiente da autarquia oliveirense registou todo o trabalho de reflorestação que desde 2010 já beneficiou “15 hectares de floresta concelhia, em particular de área ardidas”.

Trabalho feito em parceria e que surge com o o objetivo de “compensar o flagelo anual dos incêndios. “Este é o nosso contributo anual pelos incêndios florestais”, refere José Francisco Rolo, destacando as ações já realizadas nas freguesias de Aldeia das Dez e de Penalva de Alva.

Ação semelhante deverá, no próximo ano, também acontecer na freguesia de S. Gião, em particular no baldio de Rio de Mel, que no final do último verão foi fustigado pela violência das chamas que tiveram origem no concelho de Seia, consumindo cerca de 2600 hectares de floresta, dos quais 560 no concelho oliveirense.

“Será uma ação superior às que já foram realizadas”, explicou o engenheiro florestal da Câmara Municipal, José Carlos Marques, revelando que este assunto deverá ser objeto de discussão maior na próxima reunião do Conselho Municipal da Proteção Civil que terá lugar no próximo mês de Dezembro.

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