Água aumenta em Coimbra sem impacto na taxa cobrada aos consumidores

… para assumirem os aumentos do preço da água, sem os repercutir nos consumidores.

João Paulo Barbosa de Melo disse, em conferência de imprensa, que as duas entidades “vão ter de gerir de forma eficiente” para suportarem os 500 mil euros a mais que, este ano, terão de pagar à empresa fornecedora Águas do Mondego, em resultado do aumento de tarifário decretado pela ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e Ordenamento do território Assunção Cristas”.

“Com esta decisão, consegue-se que os consumidores de Coimbra sejam poupados ao verdadeiro ‘confisco’ que é estabelecer um aumento de 3% na água e 7,5% no saneamento, num ano em que as famílias portuguesas já estão a ser demasiado sacrificadas”, sublinhou o autarca social-democrata.

O presidente da Câmara de Coimbra manifestou-se indignado pelo facto do aumento das tarifas “ser imposto aos cidadãos com o único propósito do grupo Águas de Portugal continuar a remunerar os seus capitais acionistas a uma taxa de 10%”.

Considerando que não é justo “os cidadãos de Coimbra pagarem essa remuneração, que é desproporcionada”, João Paulo Barbosa de Melo anunciou que a solução encontrada pelo município passa por “encaixar essa perda no seu orçamento, que só é possível graças a uma gestão muito eficiente da empresa Águas de Coimbra”.

Na semana passada, os autarcas dos 13 municípios que integram a Águas do Mondego assumiram, em Coimbra, uma posição comum contra o aumento excessivo das tarifas de água e saneamento básico decididos pelo ministério da tutela.

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