Seia perde Centro de Emprego e Formação Profissional

 

… dos novos estatutos do IEFP e já levou o presidente da autarquia local a acusar o governo de “não honrar” compromissos.

Em atividade desde março de 1982 como centro de formação profissional e desde 1988 como centro de emprego e formação profissional, a estrutura localizada em Seia já deixou de funcionar como unidade orgânica.

De acordo com informação avançada pelo jornal senense “Porta da Estrela”, a medida resulta dos novos estatutos do IEFP com o objetivo de, no conjunto de todas as estruturas a nível nacional, poupar mais de seis milhões de euros ao ano no âmbito da redução de 150 cargos dirigentes, que passam a desempenhar tarefas técnicas de apoio aos desempregados.

Em Seia, são quatro os cargos dirigentes que serão extintos: o diretor do Centro, o chefe de serviços da Unidade de Gestão e de Desenvolvimento do Emprego e da Qualificação e os coordenadores do núcleo de Gestão e do núcleo de Desenvolvimento do Emprego.

Para o presidente da Câmara Municipal de Seia, Carlos Filipe Camelo, a extinção da unidade orgânica “é mais uma decisão altamente penalizadora para o concelho”, por parte de um Governo “apostado em desinvestir permanentemente no interior do país, sem ouvir as populações, as autarquias e os demais atores locais”. “Mais uma vez, este governo não olha a meios para atingir os seus fins, tratando o país todo de forma igual, quando este é composto por realidades distintas”, salienta o presidente da Câmara Municipal.

O autarca, que preside também à Comissão Política Concelhia do PS, acusa ainda – segundo o mesmo jornal – o Governo de “ignorar” uma estrutura de créditos firmados nos últimos 20 anos, relembrando que a importância desta estrutura “é de tal ordem” que existe um protocolo assinado em 2009, em Seia, entre a Câmara Municipal e o IEFP, chancelado pelo então Ministro do Trabalho e da Solidariedade, Vieira da Silva, no qual a autarquia cede, a título gratuito, os terrenos para as novas instalações do Centro de Emprego e Formação Profissional.

“Ao IEFP competia, ao abrigo do documento, suportar os encargos financeiros exigidos para a reinstalação do Centro de Emprego e Formação Profissional, designadamente a elaboração do projecto, a construção do edifício e os equipamentos.

Nesta medida, estamos crentes que esta aparente ignorância não passa de uma estratégia concertada, que pretende conduzir ao esvaziamento e consequente encerramento do Centro de Emprego e Formação Profissional de Seia”, salienta Filipe Camelo.

Para o autarca, “este governo continua a rasgar todos os compromissos assumidos com Seia, aludindo em particular à “ameaça de alienação do nosso hospital e aos encerramentos das extensões de saúde já ocorridos e das juntas de freguesia, a anunciar”.

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