Relvados sintéticos para o FCOH e Desportivo de Lagares da Beira

 

Ainda que de forma faseada, a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital vai avançar com a construção de dois relvados sintéticos destinados a servir o Futebol Clube de Oliveira do Hospital e o Grupo Desportivo de Lagares da Beira.

O anúncio foi feito no último sábado pelo presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital que, em dia de inauguração da nova sede do FCOH, na rua António Simões Pereira, se mostrou decidido em dignificar os campos usados por ambas as equipas.

“Não vamos fazer estádios, nem gastar de longe a verba que foi gasta em Nogueira do Cravo”, afirmou José Carlos Alexandrino, ao mesmo tempo que também anunciou o adiamento da construção do desejado complexo desportivo que aguarda “por melhores dias”.

Segundo explicou, os relvados sintéticos irão beneficiar os campos de Lagares da Beira e o de Lagos da Beira, este último usado pelo FCOH.

Em dia de festa para o clube oliveirense, o presidente da Câmara deu também como resolvida a questão do direito de superfície do Estádio Municipal até aqui nas mãos da Casa da Obra.

“Acabei de negociar por 75 mil euros”, contou o autarca que, também, alertou para os cortes a que a Câmara Municipal se viu forçada a fazer no apoio ao desporto, em consequência da redução das transferências a que a autarquia tem estado sujeita.

Perante “uma realidade nova e muito difícil”, José Carlos Alexandrino explicou ter sido obrigado a pautar a sua atuação por uma política “seletiva” de atribuição de subsídios. “Sou do desporto, mas fazemos contenção financeira ao retirar transportes às equipas seniores”, contou, revelando-se sensível para com aquilo que são as necessidades básicas das populações. “Apoiamos os seniores com 400 mil Euros e isto faz-me arrepiar, porque eu com 600 mil euros resolvo problemas de água e saneamento nas localidades da freguesia de Penalva de Alva”, comparou.

Como forma de evitar gastos maiores, Alexandrino voltou ainda a defender uma articulação entre os clubes no que respeita às equipas de formação.

Assumindo um compromisso de “lealdade” para com os clubes, o presidente da Câmara, defendeu uma postura de “frontalidade” e destacou a importância de se “juntarem direções, discutirem situações e criarem sinergias”.

É que, como clarificou: “as coisas alteraram-se e a Câmara não tem condições para aguentar tudo”. “O tempo de muito dinheiro já foi e não foi no meu mandato”, lembrou.

“Passadas umas décadas, conseguimos inaugurar um espaço do FCOH”

A dar cumprimento a uma das suas ambições, o presidente da direção do FCOH disse tratar-se de um “dia muito feliz” para o clube porque “passadas uma décadas”, conseguiu-se inaugurar um espaço do clube.

“Entendemos que deva ser um espaço dos sócios, simpatizantes e oliveirenses, para que o FCOH cresça de forma sustentada”, referiu, na ocasião, Paulo Figueira que fez questão de agradecer os apoios obtidos para o recheio do espaço – o supermercado Irmãos Gonçalves deu o maior contributo – bem como o protocolo recentemente assinado com a FAAD e que garante o acompanhamento médico dos jovens em formação.

Garantida ficou a ainda a realização de um jogo, no final da temporada, cujas receitas vão reverter para a ARCIAL com o objetivo de apoiar a construção das futuras piscinas.

Reconhecendo o mérito da atual direção ao conseguir dotar o clube de um espaço próprio – “conseguiu o que eu nunca consegui”, referiu – o presidente da Assembleia do FCOH considerou que o clube deve alterar a sua postura no que respeita à relação com a Câmara Municipal.

“A direção do FCOH não pode continuar a pensar que a autarquia vai continuar a ser a muleta do clube”, afirmou Carlos Brito, defendendo que “o clube tem que se saber redimensionar noutra forma de apoio”.

No caminho que tem sido trilhado pelo clube oliveirense, o conhecido empresário fez ainda questão de sublinhar o contributo que tem sido dado pela sua família. “A minha família Brito também tem peso importante neste clube. Era a Brialex que punha os autocarros ao serviço do clube todas as semanas”, recordou Carlos Brito, que espera continuar a ver os seus netos ligados ao clube.

Na nova casa do FCOH que espera que seja “um espaço catalisador e capaz de atrair mais adeptos e sócios”, a vereadora do desporto verificou que “a nova direção já começou a mostrar a obra”.

Para Graça Silva, que reconhece o papel importante desempenhado pelas secções de hóquei em patins e futebol do FCOH junto dos jovens – “retirou jovens de espaços menos indicados”, observou – o novo espaço “vai certamente renovar aquilo que tem sido o FCOH”.

LEIA TAMBÉM

O Bava da Bola

Um tal Bava, Zeinal de primeiro nome, foi presidente executivo durante anos da PT. Em …

Aquela máquina…

Dois golos de Cristiano Ronaldo e um de André Silva asseguraram a vitória de Portugal …