Requalificação do mercado e central de camionagem corre risco de não financiamento

 

Em fase de receção de propostas para a necessária adjudicação dos trabalhos, a requalificação do mercado municipal e central de camionagem de Oliveira do Hospital corre sérios riscos de vir a ser totalmente suportada pelos cofres da autarquia oliveirense.

Em causa está um cenário que o executivo de José Carlos Alexandrino nunca chegou a descartar, mas que começa a ganhar contornos de maior veracidade com o congelamento dos fundos comunitários e “limpeza” de 600 milhões nos fundos destinados aos municípios da região.

“Tinha esperança de ir ao QREN, mas hoje não tenho”, confidenciou o presidente da Câmara na última reunião da Assembleia, onde voltou a dar como certa a realização da obra “com ou sem financiamento”.

“Se alguns pensam que não vou fazer a requalificação enganam-se”, disse convicto o presidente, contando que até ao momento “já concorreram mais de 40 empresas”.

Em face de um investimento que ronda um milhão de Euros, Alexandrino assegura que o município “tem condições de fazer a obra só por si”, reconhecendo que para isso necessita de “fazer um exercício mental”. “É preciso repensar a estratégia de aplicação dos dinheiros públicos”, referiu.

Avenida Dr. Carlos Campos requalificada em ano de eleições

O início dos trabalhos da requalificação do mercado e central de camionagem deverá acontecer no último trimestre de 2012. Contudo, até ao final do mandato, Alexandrino conta também avançar com a requalificação da Avenida Dr. Carlos Campos.

“Na próxima reunião vamos lançar a avenida num projeto diferente”, contou o presidente da Câmara, assegurando ter havido alterações ao projeto inicial, registando o facto de não haver qualquer mexida no Parque do Mandanelho.

A pouco mais de um ano das próximas autárquicas, Alexandrino não deixa de verificar que aquela obra deverá acontecer em “ano de eleições”. Um “timing” que o autarca desvaloriza, por considera que “o que importa é que se faça a obra”.

A requalificação da Avenida deverá, contudo, acontecer por duas fases, decorrente do impasse em torno dos terrenos localizados por trás do cemitério e que são pertença da empresa “Marques” de Viseu. “A situação vai exigir um processo de reversão”, explicou o presidente, contando que inicialmente vai ser requalificada a zona central da Avenida, ficando aquela zona, por trás do cemitério, reservada para uma segunda etapa dos trabalhos.

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