Requalificação do mercado e estação de camionagem com dificuldade em sair do papel

… lançamento do concurso público para requalificação do mercado e construção da estação de camionagem, com investimento estimado em mais de 915 mil Euros.

Ainda não foi desta que o município oliveirense conseguiu dar luz verde à desejada requalificação do mercado municipal e construção da Central de Camionagem. O assunto que constava da ordem de trabalhos da reunião pública da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, realizada esta manhã, não chegou sequer a ser proposto a votação, com o presidente da autarquia a levar em consideração aquela que foi a apreciação feita pelo vereador do PSD, que defendeu a inclusão da requalificação da Avenida Carlos Campos naquele projeto, sob pena de não ser contemplado com financiamento comunitário.

“Lançando esta obra sem a parte da Avenida Carlos Campos, que é importante e substancial, pergunto se depois não corre o risco de não ser financiada”, questionou Mário Alves, considerando ainda que a obra de requalificação do mercado e central de camionagem sem a requalificação da Avenida “perde funcionalidade”.

Na opinião do ex presidente da Câmara Municipal oliveirense, o executivo deve rever o projeto que pretende lançar a concurso público e lá incluir “o que foi discutido entre nós para a requalificação da Avenida Carlos Campos”.

Para Alves, que garante ter todo o interesse em que se avance com a requalificação daquela zona da cidade oliveirense, estão em causa “questões de princípio que devem ser acauteladas”.

Para além de incluir todas as obras num mesmo projeto, Alves propôs que no processo de concurso público destinado a adjudicação, conste uma cláusula a salvaguardar que parte da obra pode vir a não ser executada em caso de não financiamento. “Se for possível, lançamos tudo e se não houver fundos, vai-se fazendo por fases”, frisou.

“Nenhuma destas obras deixará de se fazer por falta de financiamento”

Notoriamente satisfeito por hoje poder dar luz verde à desejada abertura de concurso público para a requalificação do mercado e construção da central de camionagem, José Carlos Alexandrino não conseguiu esconder alguma tristeza por ‘ainda não ser desta’ que o projeto parte para uma nova etapa. “Estamos a perder demasiado tempo para fazer estas obras”, chegou a considerar o presidente da Câmara Municipal, não deixando porém de adiar a votação ao projeto e de se revelar disponível para o reavaliar.

Adiamentos à parte, o que o presidente oliveirense deixou hoje bem claro na reunião do executivo é que qualquer uma das obras é para avançar, com ou sem financiamento. Numa reunião onde se preparava para aprovar o projeto de requalificação do mercado e construção da central de camionagem, num investimento que ultrapassa os 915 mil Euros, José Carlos Alexandrino disse não ter garantias nenhumas do financiamento do QREN, mas garantiu que não será por isso que as obras deixarão de se executar.

“O QREN está bloqueado”, referiu o autarca, assegurando porém que tem feito o seu “trabalho de casa” em relação a esta matéria e que, também ele se tem “posicionado para entrar na corrida”.

Em caso de não financiamento, Alexandrino garante que o município, numa lógica de “gestão financeira equilibrada”, está em condições de avançar com as obras. A ser assim, Alexandrino só tem a lamentar que o município se veja obrigado a abdicar de outras pequenas obras consideradas necessárias nas freguesias.

A requalificação da Avenida Carlos Campos há já muito tempo que faz parte das prioridades de Alexandrino que, inicialmente, chegou a ponderar que aquela artéria da cidade passe a contar com quatro faixas de rodagem, implicando a entrada no Parque do Mandanelho. Uma ideia que não colheu o aval da oposição e que até já motivou reuniões ‘privadas’ do executivo com o objetivo de se chegar a um consenso. “Algumas indefinições” em torno de um terreno particular adjacente à zona do mercado têm vindo a atrasar o andamento do processo.

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