“Rescaldo” dos Incêndios de 15 (e 16) de Outubro – 2017 Ainda com muita “fumaça” e pouca obra… Autor: João Dinis, Jano

Começar por (re)dizer que são trágicas as piores consequências humanas e sociais dos Incêndios Florestais e Rurais que martirizaram a nossa Região, a 15 e 16 de Outubro passado.

De facto, Populações inteiras ficaram abandonadas toda uma noite “inacreditável”, durante sete ou oito horas seguidas de medos, angústias, dramas e tragédias. Sem energia eléctrica na rede, sem água pública na rede, sem (tele)comunicações que até as estradas ficaram intransitáveis, sem “protecção civil”… Dentro de um “ciclone de fogo” !

Dizer, a seguir, que são desastrosos os prejuízos provocados pelo flagelo nas Actividades Sócio-Económicas, na Natureza, no Ambiente e em Recursos Naturais, na Indústria, na Agricultura e na Pecuária, na Floresta, a começar pela mais tradicional, na Fauna e na Flora silvestres.

Sim, logo após os nefastos acontecimentos dessa noite, de imediato se acelerou a solidariedade de múltiplas formas e de múltiplas proveniências, nomeadamente privadas. E sim, o concelho de Tábua, por exemplo, tem sido testemunha de uma enorme campanha de solidariedade “privada”, de base local. E na Região Centro, uma Entidade, de natureza privada e “sem fins lucrativos”, tem estado na linha da frente da reconstrução e a fazer mais e mais rápido que as próprias Instâncias Governamentais.

E sim, até agora, toda essa imensa solidariedade tem sido a base do renascer de esperança, de estruturas e recursos. Tem sido a base do renascer de vidas !

Perante a dimensão e os impactos, brutais, da tragédia e do desastre, as várias Entidades institucionais, a começar pelo Governo, acompanharam, pudera, com permanentes declarações de programas e de intenções de programas supostamente destinados a acudir às emergências, no curto e no médio prazos.

Diremos que programas e boas intenções não são de mais mas aquilo que nos interessa, agora, é “ver para crer” ou seja, cabe perguntar, onde estão as obras e a concretização de tanta (boa) intenção oficial ?!

Sobre Pedrógão já lá vão seis meses…sobre o 15 de Outubro já lá vão mais de dois meses e entrámos no Inverno que costuma ser frio e chuvoso…

Acuso de “burocracias” e de  lentidão inadmissível as Entidades responsáveis, a começar pelo Governo e pela CCDRC mas também pelas Câmaras de Municípios dos mais flagelados.

Passo a falar sobre o que melhor conheço porque, em primeiro lugar, eu “estive lá”, na fornalha “global” desses Incêndios e sobrevivi (com sorte, como se diz…). E porque, a partir daí, tenho acompanhado o “rescaldo” quase diariamente.

Pois, numa situação tão excepcional a reclamar medidas de facto excepcionais – mas rápidas e eficazes – deixam que a burocracia impere e, ainda assim, perdem o controlo de “coisas” concretas que se desenrolam no terreno. Neste âmbito, são até “sujeitos passivos” em situação de conforto relativo e sofrem de entorses várias provocadas por “burocracia mental” que é a pior de todas as formas de burocracia!

Em especial, o Ministério da Agricultura armou uma confusão quase permanente em torno das ajudas ditas “simplificadas” (até aos 1 053 Euros e daí até 5 000 Euros) aos pequenos Agricultores. Chegou a ter bloqueadas as candidaturas aos apoios – acima dos 5 000 euros – à Agricultura e à Floresta. Enquanto isso, recusa prolongar os prazos de candidatura dos Agricultores e Produtores Florestais afectados a vários programas e medidas de apoio. Esperamos agora, mas agindo, que não tardem mais estas Ajudas prometidas pelo Ministério da Agricultura.

Câmara Municipais há que entraram em autêntico “apagão” no pós-incêndios talvez a seguirem o (mau) exemplo da EDP e da MEO/Altice.  Outras há que entraram em “frenesim” verbal e em corrilórios para aqui, ali e acolá, assim tipo “vou a todo o lado por não saber bem onde quero ir”…

Falo agora em Oliveira do Hospital…

Falando do meu Concelho que é Oliveira do Hospital, aqui afirmo que, apesar de todas as “promessas” e “vias sacras”, o facto é que os desalojados, pelo Fogo, de Habitação própria, sim, foram realojados mas, salvo algumas excepções por motivos muito específicos, continuam sem ver a habitação própria a ser recuperada como já devia estar a sê-lo, passados que são dois meses e já em início de Inverno !  Ao que também se sabe, a “promessa” transitou já – o que é lamentável e aqui se denuncia –  para um início das obras de recuperação das Habitações queimadas “lá para Fevereiro do próximo ano” ?!…

Aqui afirmo que, apesar de todas as “promessas”, os Produtores Pecuários (Pastores) – principalmente de Ovelhas – ainda não sabem como (e por quem)  vão ser devidamente reconstruídos os seus currais (ovis) e outras estruturas “queimadas”, nem sabem bem como vão refazer os seus Rebanhos. Aliás, têm sido eles próprios a terem de se “desenrascar” que os Animais também não podem ficar “na rua” ao frio e à chuva.  E, depois, as Entidades Oficiais e Locais vêm para cá “encher a boca” a falar e a comer Queijo Serra da Estrela…

E quanto à nossa Floresta mais tradicional que ardeu em substância ? Pois aquilo que se sabe é (quase) nada !…

Entretanto – objectivamente – há manifesto tratamento discriminatório entre os afectados pelos Incêndios, consoante a hora e o local onde se encontravam e se encontram quando chegaram e chegam algumas Ajudas.  Sim, a falta de controlo e até de “simples” coordenação institucional, origina confusão, desenrascanço e tratamento diferenciado entre aqueles que (mais) sofreram com o flagelo.

Conheço casos em que uma determinada Junta de Freguesia apoiou as Pessoas desta e daquela formas concretas…mas outra Junta, e bem perto, já não o fez. Porquê ?  Porque, de facto, não tem havido grande controlo do processo, o que também origina falta de transparência na distribuição de algumas Ajudas e origina descontentamentos vários mais ou menos justificados. Aqui, a “coisa” boa a acontecer é que não há a tal “burocracia mental” que, a “desenrascarmo-nos”, continuamos a ser bons…

E sim, as “burocracias” mais visíveis, e que aparecem em situações tão terríveis como esta foi e é, levam a que se enverede, “ruidosamente”, por manifestações “coloridas” e já rotineiras de “solidariedades” várias que até podem ter o seu lugar e até têm a sua importância. Mas, que se não exagere ! Entretanto, muito convém, até por razões de credibilidade, que sejam publicitados os resultados concretos dessas expressões de solidariedade activa, portanto, muito convém que haja “prestação de contas” e publicamente…

A reconstrução das Indústrias, severamente afectadas, “vai-se fazendo” de forma provisória que, espera-se, não venha a dar em definitiva. Ainda assim, a reconstrução acontece sobretudo à custa dos enormes esforços de cada um desses Industriais afectados e também à custa das expectativas – da instabilidade – dos seus Trabalhadores que receiam pelo posto de trabalho. A Indústria, em geral, até dispõe de razoáveis programas de apoio. Oxalá, não venham a faltar as verbas apregoadas pelo Governo (e pelas Seguradoras) e oxalá as várias “burocracias” não compliquem ainda mais tudo aquilo que já está muito complicado…

Sim, são as “burocracias mentais” que mais paralisam – por rotina de comportamentos e inércia mental – a tomada célere e eficaz das medidas mais operativas e capazes de, afinal, reconstruir sem hesitações mas com sabedoria, peça a peça, aquilo que ficou destruído, incluindo os ânimos e energias das nossas Gentes e a Natureza !

Por exemplo, as burocracias e os burocratas “de serviço” paralisam:

– A rápida reconstrução das Habitações destruídas pelo Fogo – a reconstrução dos Currais e dos Ovis para os Gados e as Palheiras e outros Armazéns da Agricultura – a reposição dos efectivos dos Rebanhos – a fixação dos Solos percorridos pelos Incêndios para evitar que “escorram” para dentro das Linhas de Água e as poluam – a definição, já, de um correcto Ordenamento do Território e da Floresta em particular o que, na Região, também implica pôr ponto final em “monopólios” pseudo-associativos, aliás muito controversos.

– Paralisam a correcção de graves entorses da chamada “Protecção Civil” que deve “descer” até ao nível de cada Povoação e não impõem a obrigatoriedade da PT pôr postes em cimento ou fazer passar os cabos das suas telecomunicações por calhas subterrâneas…

– E que também paralisam “coisas” tão simples mas tão preciosas como o repovoar dos nossos campos e matas, marcados agora por silêncios fúnebres, com a passarada e os (pequenos) animais do campo que desapareceram ou mortos ou fugidos – como o preservar de várias espécies de Árvores de fruta ou não – como o evitar-se o “massacre” de espécies tradicionais de Peixes dos nossos rios e que, agora, estão a ser vítimas indefesas (envenenadas) das “lamas” que escorrem dos terrenos percorridos pelos Incêndios…ou que estão a ser comidas por predadores aquáticos (introduzidos) que sobem pelas águas acima desde a Barragem da Aguieira… Ah ! O “problema” é que esses peixitos nem votam nem vão falar à televisão…e o presidente Marcelo ainda não faz “sermões aos peixes”…

É, os burocratas “de serviço” – mesmo os mais “frenéticos” – não são capazes de ter olhos e cabeça para verem e para reconstruírem estas “coisas simples”…  Enfim, talvez por estas serem tão importantes e preciosas como até são !…

 Hoje é Dia de Natal e vem aí o Novo Ano. Para mim, significam renovação e esperança.

E foi a chuvinha tranquila a melhor “prenda” que nos trouxe o Pai Natal, nesta noite natalícia de 2017.

 

Autor: João Dinis, Jano

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    Muito bem…
    Passaram, para os comodamente assentados, em Lisboa, no Porto, em Coimbra, em todo o litoral continental português (deixemos a Madeira e os Açores, neste particular caso, de lado… e exceptuemos os nossos concidadãos do litoral nos concelhos de Mira e da Marinha Grande, e outros devidos… ) uns dias do calendário – esse sim, é quem manda! – como sejam, de 15 de outubro ao próximo 15 de janeiro, 90 dias/noites, mais ou menos…
    Terão passado 90 dias…(?) (No próprio dia/noite desta verdadeira catástrofe, quase de maléfica inspiração cinematográfica já registada, alguém, atento, perguntava: – Quantas bombas de “napalme”, ao exemplo do ambiente de guerra no Vietname, seriam necessárias para provocar esta devastação, sem vento? – “Apocalipse Now”: ainda hoje se vêem, dependuradas, “cabeças” de postes suportes das “telecomunicações”, com fios negros envoltos, e revoltos, recordando os “enforcados”, ou “crucificados”, cumprindo uma intolerável e inacabada pena para a qual nenhum juiz , de bom senso, contribuíu!)
    – Quantos cidadãos, de direito pleno, nesta assolada região, foram – perdoem lá os urbanos!- particularmente incomodados? – cerca de 200 000. Particularmente, é justo juntar os dois pressupostos e considerar que, naquela noite de verdadeira “guerra”, não natural – alguma vez houve uma guerra natural? – os cidadãos das zonas rurais de todos os concelhos envolvidos se viram cruzados numa verdadeira batalha não prevista, muito menos, desejada…e que, por todas experiências vividas, jamais a esquecerão: porque a ela sobreviveram e, por isso, de uma forma, ou de outra, tal testemunho, cada um à sua maneira, a terá que transmitir às gerações que se lhe seguirão, entendendo, como sempre assim foi, a verdadeira lição: nunca mais!
    Passados 90 dias, 90 noites, os túmulos, nos cemitérios, já (lá!) têm essas irrevogáveis marcas, no devido e inesperado talhão.
    Também, como tradição popular, que se repete apenas para os que nada têm, não por acidente viário, mas sim por morte, nalgumas matas (?) e bermas de estrada se recordam, com flores de plástico – têm maior durabilidade – as vítimas mortais desse nosso, de cerca de 200 000, flagelo.
    Também a natureza se enlutou e enluta.
    Passados 90 dias, noites, continuamos a olhar e, apesar da dura e simples semente que, por milhões de anos de experiência, resistiu e, com a primeira bênção aparecida das nuvens, traduzida em chuva, pouca, já germinou e , subtilmente, pouco audaz, já o manto negro do chão ficado tenta disfarçar, segredando, a quem o sabe ouvir, que, apesar de verde simples, outros dias poderão vir e que animais e pessoas poderão sobreviver…
    Neste ciclo, também, e depois da chuva, outra natureza, de negro, se envolveu, deixando correntes de lamas e cinzas, tudo negro, esta sim, a esforço da própria corrente, tentando lavar as negras cinzas de milhões de árvores e arbustos, nesta guerra, abatidas….esquecidas.
    São os regatos, as levadas, os ribeiros, os rios que, também de muito negro enlutados, agora, nos obrigam a não esquecer essa tragédia.
    Passaram 90dias, noites, e os “senhores do universo todo” continuam a balbuciar lengalengas sem sentido…apenas mostrando alguma comiseração pelos danos que tal tragédia provocou nos seus próprios fatos de televisão…
    Outros 90 dias , noites, passarão. E outros muito mais, que tais.
    Nem à lareira, de fogo amigo, nos aqueceremos, que a memória, do outro fogo, fresca está!
    Os “senhores do universo todo” terão preocupações, isso sim, se tiverem falta de electricidade, gasolina ou gasóleo, gás, ou telecomunicações…de piscinas, de restaurantes, de voos de avião, de literatura e História difíceis.
    Os “senhores do universo todo” terão preocupações se a lei não lhes permitir colocar os euros em paraísos fiscais…
    Os “senhores do universo todo” terão problemas se não tiverem (chorudos) negócios…
    Mas os “senhores do universo todo” terão que reinventar os votos.
    “Os senhores do universo todo” terão, apesar, de ter que obter votos.
    “Os senhores do universo todo” terão que reiventar outras marionetas.

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      Acrescentar:
      – Que bonito, hoje, foi saber que a anterior ministra, a substituída, se veio queixar de muitas “incompreensões”, de muitas malévolas intenções a propósito do seu “reinado”!…(Graças, sempre, à -deles visão – televisão!)
      Sem querer, e depois de junho de 2017, até janeiro de 2018, se bem percebi a notícia (?) – passaram, mais ou menos, 180 dias – nem um pedido de sentidas esculpas…para variar.
      Claro que, como qualquer outro cidadão “apanhado” por estas tragédias, terá que deixar o seu testemunho para futura memória…e até poderá, como tantos outros seus antecessores, escrever 100 livros…mais os dos amigos…poderão ser 1 000…
      Mas, como qualquer detentor de cargos da maior responsabilidade, terá que dar , ou deveria dar, outras explicações:
      1. Porque é que aceitou o cargo de ministra, quando, “na corrida”, aceitou alcançar o 1º lugar?- Sócrates, o ex, curiosamente, 6 meses antes de ter sido eleito , àquele tempo, secretário geral daquele partido, à pergunta, numa célebre entrevista, respondeu que não, que não queria ser primeiro ministro , nem secretário geral – ainda o era Ferro Rodrigues – nem pouco mais ou menos “porque não estava preparado para isso”…e deu no que deu.
      2. Porque é que no tradicional PS isto sempre acontece com ministros no feminino?
      3. Porque é que o sr Costa continua a rir, a sorrir …e a fugir?
      4.Eu, pessoalmente – até por ser cidadão já veterano! – nunca acreditei em operações de maquilhagem…e sei que, depois de várias operações de maquilhagem, o PS é campeão em feitos deste quilate: escolhe umas “dondocas” para representar papeis e cumprir as percentagens e, logo a seguir, em cirúrgica operação política, as substitui pelos “ministros” de confiança.
      5. Todos os objectivos devidos, por simples compreensão “dos custos de interioridade”, deveriam ter sido cobertos para todos quantos, os mais atingidos, em particular os mais expostos , os seus prejuízos tiveram…mas não!
      6. Ainda não existe um livro negro sobre o verão/outono de 2017 em Portugal.
      7. Não circula informação nenhuma sobre as verdadeiras causas destes incêndios…
      8. Não circula qualquer informação sobre os verdadeiros prejuízos materiais desta catástrofe, quanto mais ambientais, de floresta, de fauna e flora…
      9. Continuaremos a resistir, pois claro.
      10. Os prejuízos ambientais, humanos, sociais e económicos, enfim, o futuro desta imensa região ficará, como sempre, reduzida à resiliência dos seus habitantes mais velhos pois, os mais novos, como douta sabedoria já informou, terão que emigrar.
      11. Em tempos de governação de Passos Coelho, subtilmente, se adivinhou a implosão do PS nacional…por razões históricas mais do que justificadas –
      com todos os escândalos associados – seguindo os passos dos seus congéneres europeus, em particular o da Grécia, o da Itália, o da França, o de Espanha…
      12. Passe de mágica, eis que, em Portugal, o PS ainda distribui umas coisitas…até um ministro para o centrão europeu…
      12. Não há dinheiro que pague o suficiente, o mais do que necessário, para quem é do povo – as mortes, nos farsários e televisivos comentadores, políticos, têm sempre o mesmo preço:nenhum;
      13. Não haverá dinheiro suficiente para coisíssima nenhuma, pois, até chegar às “mãos” de quem dele necessita, já teve que passar pelos múltiplos filtros de subtracção , habitualmente, começados em mais de 50 000…para distribuir pelos acólitos…e pelos bancos…e paraísos fiscais.
      14. Estes senhores do , agora, universo todo – do dinheiro todo! – por cada cêntimo regateado, através dos seus “caciques locais”, apenas tentarão garantir um voto.
      15. “Apenas terás uns euros se, agora, me garantires que, nas próximas eleições, votares em mim”.
      16.Há mais de 25 anos, para tais euros garantir, era necessário preencher, mais ainda, um boletim de adesão a um partido.

  • João Dinis, Jano

    Pois é…
    Eu cá, se fosse Presidente de Câmara ou de Assembleia Municipal em qualquer destes Municípios mais afectados e em Oliveira do Hospital em especial, uma das primeiras “coisas” que fazia era declarar uma situação de emergência excepcional e CONDICIONAR a aplicação do PLANO DIRECTOR MUNICIPAL por forma a aplicar todas as medidas de EXCEPÇÃO que – no prazo máximo de dois ou três meses – se definisse para aplicar em consequência destes trágicos incêndios.
    Ao mesmo tempo, procuraria definir — em colaboração com a Banca e, nesta, com a CGD em particular, com as Misericórdias, com outros Municípios e com o Governo e a UE — uma modalidade de CRÉDITO SOLIDÁRIO de emergência ~altamente bonificado – para poder acudir nesta vertente do crédito financeiro, à reconstrução das actividades sócio-económicas (pequenas e médias).
    Ou seja, como não sou um “burocrata”, também ia procurar medidas de facto excepcionais para acudir ao desastre excepcional que aconteceu e mantém MORIBUNDA toda a nossa Região, a precisar, de facto e urgentemente, de “cuidados intensivos”. e não de meros “paliativos” e por muito bem intencionados que estes sejam. E depois, que governantes e outros opinantes não alinhassem nisso. DENUNCIÁ-LOS- IA TODOS OS DIAS E EM TODO O LADO até ao juízo final. Aí, iria “testemunhar” contra eles para que fossem condenados aos infernos onde nos querem manter condenados, a nós, agora !
    João Dinis, Jano

    • Popular

      Pois bem.
      Urge, não por preocupação imediata, política ou farsária hipocrisia, exigir que todas as câmaras municipais dos territórios envolvidos “abram” os cordões às suas bolsas para editarem, a seu devido tempo, o “Livro Negro dos Seus Territórios”.
      Para futura memória.
      – Se o não fizerem, revelam uma extraordinária consciência da História, enquanto agentes…
      (Provavelmente, por mero acaso histórico e oportunista aproveitamento, muitos deles, os presidentes, até são professores!)
      Ou seja: se não, assim, o entenderem, demonstram, para a posteridade – e foram eles os autarcas deste momento – que ,para além de não estarem preparados para coisa nenhuma, também não perceberam coisíssima nenhuma do que aconteceu.
      E , já que assim é, que esperar das suas doutas presidências?
      Bacoquices, em todas elas.