Resultados da 2ª fase de acesso ao ensino superior “são negativos para a ESTGOH”

 

A 2ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior voltou a não correr de feição à Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital (ESTGOH).

Depois de na primeira fase apenas ter conseguido colocar 36 alunos, na segunda fase a escola afeta ao Instituto Politécnico de Coimbra (IPC) ficou-se pelos 29 alunos colocados. Das 135 vagas inicialmente colocadas a concurso, a ESTGOH termina a segunda fase com 104 lugares ainda à disposição.

Na 2ª fase – os resultados foram conhecidos esta semana – o curso de Administração e Marketing foi o melhor sucedido, ao conseguir preencher 13 das 41 vagas disponíveis, seguido por Administração e Finanças que conseguiu preencher 10 dos 37 lugares à disposição.

Com apenas três alunos colocados ficaram apenas os cursos de Engenharia Informática e Gestão Integrada em Qualidade, Ambiente e Segurança, num total de 31 e 21 vagas em aberto, respetivamente. Partindo para uma terceira fase – decorre entre 20 e 23 de Outubro – com 104 vagas livres, a ESTGOH vê a sua situação ainda mais fragilizada com a falta de realização de matrícula por parte dos alunos colocados, por consequência direta do clima de instabilidade que paira sobre este pólo do IPC.

Perante os números, o presidente da ESTGOH considera que os “resultados são negativos”, mas lembra que a redução de alunos colocados não é uma realidade exclusiva da ESTGOH, mas antes uma tendência nacional e mais evidente nas escolas do interior do país.

“Se compararmos com Lisboa e Porto os resultados são maus, mas se compararmos com Portalegre, Castelo Branco, Beja e Bragança são excelentes”, observou Jorge Almeida.

Sem dar por esquecido o clima de instabilidade que paira sobre a escola, o responsável admite que “a ESTGOH está a passar por dificuldades”.

Contudo, deixa bem claro que se encontra a travar uma luta para que “os problemas sejam minimizados”. “Não escondo os problemas. Fruto de alguns acontecimentos estamos a atravessar um período negativo”, lamentou.

Jorge Almeida anunciou, porém, a abertura de dois novos cursos no arranque do próximo ano letivo nas áreas de energia e segurança do trabalho e marketing. Por resolver continua, porém, o curso ligado às energias renováveis pelo facto de se tratar de uma área que nunca existiu na escola. Jorge Almeida lembra, no entanto, que a ESTGOH está envolvida numa parceria ao nível do mestrado em biocombustíveis.

“Apareço na comunicação social para defender e divulgar a ESTGOH”

Numa altura de avaliação da segunda leva de alunos colocada na ESTGOH, Jorge Almeida não deixou de reagir ao “ataque” que o deputado Carlos Maia lhe dirigiu na última Assembleia Municipal, quando criticou a sua ausência.

Ainda que “habitualmente não perca tempo com disparates”, o presidente da ESTGOH criticou a intervenção do eleito socialista que, “por ignorância” notou a sua ausência. “Não tenho lugar na Assembleia Municipal e não fui convidado”, informou o responsável pela escola, dando como certa a sua presença na próxima AM caso venha a ser convidado pelo presidente da Câmara Municipal, José Carlos Alexandrino, ou pelo presidente da Assembleia Municipal, António Lopes.

Jorge Almeida aproveitou ainda para esclarecer a sua ausência da AM que, no dia 2 de setembro, reuniu em sessão extraordinária para analisar a situação da ESTGOH. “Estive na criação formal da Ordem dos Engenheiros Técnicos, mas fiz-me representar, e bem, na Assembleia Municipal pelo meu vice-presidente”, referiu. “É de uma ignorância confrangedora e lamento que, em vez de valorizar quem trabalha há 10 anos, em resistência a tudo o que tem acontecido, venha agora atacar a pessoa errada”, continuou Jorge Almeida, que questiona Carlos Maia sobre “quem é que lhe encomendou o ataque?”.

O presidente da ESTGOH lamenta a atitude do socialista, reincidente nas críticas que lhe dirige, chegando até a constatar nunca ter visto o deputado nos momentos de crise da escola.

Na opinião de Jorge Almeida, o trabalho que tem vindo a desenvolver fala por si, pelo que rejeita as críticas que Maia lhe dirige. “Quando fui eleito, em 2010, a ESTGOH tinha cinco licenciaturas e 400 alunos. Hoje tem cinco licenciaturas, dois mestrados e quatro CET e a escola nunca teve tantos alunos”, afiançou, contando que a escola tem 636 alunos e, mesmo que “não entre nenhum aluno neste ano”, regista um aumento de 50 por cento, em comparação com 2010.

Quanto à presença na comunicação social e que foi alvo de crítica por parte de Carlos Maia, o presidente da ESTGOH informa que a mesma tem sempre o objetivo de “defender e divulgar a escola”. De forma incisiva e concludente, Jorge Almeida informa Maia de que: “não sou pago, nem tenho paciência para aturar o presidente da Junta de Freguesia de Ervedal da Beira”.

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