Ribeiro de Almeida propôs apoio para aquisição de medicamentos a carenciados

Em reunião pública do executivo, o eleito socialista disse ter conhecimento de pessoas que, por falta de dinheiro, não levantam os medicamentos.

Em face desta constatação sugeriu à Câmara Municipal que, à semelhança do que vem acontecendo em outros municípios, a autarquia se disponibilize, através de acordo firmado com as farmácias, a cobrir os custos dos medicamentos das pessoas mais carenciadas.

“Seria interessante pensar neste assunto”, considerou Ribeiro de Almeida, sem que no entanto tenha obtido o aval favorável do líder do executivo.

Admitindo a existência das situações referidas, o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital classificou de “desastrosa” a política do medicamento existente em Portugal. Não deixou também de apontar o dedo “à maioria dos idosos que, mal sente uma dorzinha, vai logo para o consultório público e privado”, levando à troca frequente dos medicamentos.  “Há muito medicamento que deixa de ser tomado”, frisou, referindo que há municípios onde se disponibilizam medicamentos usados, ainda dentro da validade.

“Às vezes, os nossos idosos não têm dinheiro para comprar medicamentos, mas têm dinheiro para ir, de imediato, ao consultório médico. E nós sabemos que os médicos cobram, em princípio lá ninguém fica a dever”, insistiu Mário Alves.

Pese embora as considerações efectuadas, o presidente do município adiantou que a autarquia prevê o apoio na área da saúde e nos medicamentos para doentes crónicos ou outras situações de anormalidade.

A proposta de Ribeiro de Almeida mereceu a apreciação do colega de vereação José Francisco Rolo que a classificou de “válida e perfeitamente enquadrável”.

O socialista informou da baixa dos medicamentos entre 33 e 52 por cento e, disse esperar que o Fundo de Emergência Social Municipal possa contemplar o apoio proposto por Ribeiro de Almeida.

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