PImagem vazia padrãoor considerar ser ainda prematuro, Paulo Rocha não desvendou o nome – em caso de vitória no dia 12 de Abril – do futuro candidato à Câmara Municipal de Oliveira do Hospital. Ao invés disso, na apresentação da sua candidatura à liderança da Comissão Política de Secção do PSD, preferiu prestar apoio ao presidente em exercício, considerando “contra natura” o “confronto diário entre quem está no partido e quem foi eleito pelo partido”.

Rocha critica “confronto diário” do PSD com a Câmara

Paulo Rocha anunciou, dia 15 de Março, em conferência de imprensa, a sua candidatura à Comissão Política de Secção (CPS) do Partido Social-democrata de Oliveira do Hospital. Na luta pela estrutura que há dois anos lhe escapou das mãos por apenas dois votos, Rocha é acompanhado pelos principais rostos do PSD oliveirense, com destaque para os presidentes de Junta de Freguesia – José Carlos Vitorino surge como o número dois da lista, seguindo-se mais à frente os autarcas de Nogueira do Cravo, São Gião, Lagos da Beira, Lourosa e Alvôco de Várzeas – e outros militantes do partido como Fernando Soares e Rui Abrantes que aparecem nos terceiro e quarto lugares da lista, respectivamente. Para a mesa da Assembleia de Secção, o projecto “Por um Novo Rumo” candidata o actual presidente João Esteves ladeado por Rolando de Brito. Preside à Comissão de Honra, António Simões Saraiva que surge a par de outros rostos como Correia Dias e Aristides Costa.

Numa sala repleta de militantes não passou despercebida – tal como aconteceu há dois anos – a ausência de Mário Alves, militante social-democrata e presidente da Câmara Municipal de Oliveira Hospital. “Os militantes podem, ou não, estar nas acções para que são convidados”, justificou aos jornalistas o candidato à estrutura local do PSD, deixando claro que tal como há dois anos, sabe “qual é a opinião pessoal do militante Mário Américo Franco Alves”.

Embora se tenha recusado a falar mais sobre o presidente da Câmara e as razões que o levaram a não dar a cara pelo seu vice na autarquia e agora candidato à CPS do PSD, Paulo Rocha reservou um capítulo dos compromissos do seu programa para se posicionar ao lado de Alves.

“Queremos trabalhar com todos os eleitos”

Imagem vazia padrãoRevelou como acção “primeira” a consolidação de um “sistema de apoio político aos eleitos pelo PSD em função dos órgãos autárquicos”. Depois de um período de dois anos em que existiu tudo, menos diálogo, Paulo Rocha posiciona-se contra o “confronto diário entre quem está no partido e quem foi eleito pelo próprio partido”. “É contra natura”, referiu o candidato, garantindo ser sua intenção “alterar isso de imediato”.”Queremos trabalhar com todos os eleitos, repito com todos os eleitos”, insistiu.

Já no 1º direito, do lote 12 da Praceta Manuel Cid Teles, onde se localiza a sede de candidatura do projecto “Por Um Novo Rumo”, Paulo Rocha preferiu não desvendar o nome do candidato que proporá – em caso de vitória no dia 12 de Abril – para encabeçar uma lista à Câmara Municipal. Aos jornalistas referiu apenas que “a única garantia é que esta equipa irá apresentar uma solução ganhadora para o concelho”.

O “concorrente” – como o próprio fez questão de frisar, rejeitando o termo “adversário” –, de José Carlos Mendes considera “prematuro” equacionar algum cenário, porque “primeiro é preciso vencer estas eleições”.

“Estou disponível para um debate sem qualquer receio”

Paulo Rocha garantiu estar disponível para dialogar com todos os militantes e até aceitar participar no debate na Rádio Boa Nova, caso lhe seja proposto pelo director daquela estação de rádio. Notou, contudo, não ter conhecimento de que o candidato José Carlos Mendes tivesse dado conta dessa pretensão àquele responsável. “Estou a saber disso por si agora. Se for essa a vontade da Rádio Boa Nova estou disponível para um debate sem qualquer receio”, referiu, quando interpelado pelo Correio da Beira Serra.

Sublinhe-se que no discurso de apresentação de candidatura, Paulo Rocha disse ser sua pretensão ter um PSD “apelante e não conflituante”. “Não estamos contra ninguém. Vamos fazer uma campanha com dignidade, elevação, sem ofensas e não vamos reagir a ataques pessoais”. Confrontado pelos jornalistas, Rocha – que tinha recusado responder a afirmações proferidas pelo seu adversário aquando do anúncio da recandidatura – chegou a dizer que “é inverdade” que a sua lista esteja a apostar numa campanha contra a Câmara Municipal e o seu presidente, negando também estar a fazer “apologia da Câmara Municipal”. “Naturalmente que não vou dizer mal daquilo em que eu próprio sou co-responsável na Câmara Municipal”, referiu.

Liliana Lopes

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