Rochette nega autoria de proposta de um único agrupamento escolar para Oliveira do Hospital

 

… no concelho. António Rochette queixa-se de utilização “indevida” do seu nome, com o objetivo claro de a diretora regional de Educação “tentar justificar opções próprias”.

Está instalada a polémica em torno da reorganização da rede escolar no concelho de Oliveira do Hospital. No passado dia 13 de dezembro, a diretora Regional de Educação do Centro veio a Oliveira do Hospital propor a agregação dos quatro agrupamentos escolares e escola Secundária numa única estrutura de gestão educativa, usando para o efeito um suposto documento da autoria de António Rochette, onde eram destacadas as vantagens da constituição de um único agrupamento escolar em face da redução da população e educativa e e previsão de decréscimo para os próximos anos.

Uma proposta que para além de não agradar à Câmara Municipal e conselhos de gestão das várias estruturas educativas não caiu bem, pelo facto de ter associado o nome do professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, António Rochette, pessoa em quem a autarquia oliveirense confiou a Coordenação do Projeto Educativo Local, de onde se esperava que resultasse um projeto “pioneiro” para o concelho”.

A associação do nome de António Rochette à proposta de constituição de um único agrupamento escolar não se resumiu à reunião da passada quinta-feira, 13 de dezembro. Na última terça-feira, em conferência de imprensa, o presidente da Comissão Política de Secção do PSD também se socorreu de um documento que, segundo disse, dá conta do “processo verdadeiro” em torno da reorganização da rede educativa concelhia.

“Em abril de 2011 foi apresentada a proposta do anterior governo, da autoria do professor Rochette que consistia na criação de um agrupamento com mais de três mil alunos”, leu António Duarte, notando que a proposta não foi, inicialmente, bem vista pela DREC que abriu a discussão para a constituição de dois agrupamentos.

“A DREC nunca apresentou proposta de um agrupamento”, assegurou António Duarte, informando que só na reunião da passada semana, tomando por base a redução significativa de crianças e previsão de perda da população educativa no concelho, a DREC avançou com a proposta de um único agrupamento escolar em Oliveira do Hospital. “Advêm vantagens para a população escolar de um projeto educativo comum”, leu António Duarte, acusando a Câmara de ter omitido estes dados na última reunião da Assembleia Municipal.

A utilização do nome de António Rochette já está contudo a causar mossa nas relações entre aquele professor da Universidade de Coimbra e a diretora Regional de Educação do Centro, à qual já teve oportunidade de dirigir uma missiva, onde dá conta do seu desagradado com pedido de esclarecimento junto dos agentes educativos locais.

“Não me parece ético que um detentor de um cargo público de nomeação utilize, indevidamente, o meu nome para tentar justificar opções próprias, em particular quando não me encontro presente para replicar tais afirmações”, escreveu Rochette na carta que seguiu para a DREC, com conhecimento da autarquia e agrupamentos escolares concelhios e a que o correiodabeiraserra.com teve acesso. “Colocou em causa a minha honorabilidade e credibilidade técnica”, entende o coordenador, acusando Cristina Oliveira de já o fazer por “duas vezes”.

Numa missiva de três páginas, Rochette nega a existência de qualquer documento por si assinado a dar conta da proposta de constituição de um único agrupamento escolar. “Só posso concluir que existe alguma confusão nos serviços que dirige sobre a autoria do documento que está a ser utilizado”, sublinha o responsável, desafiando até Cristina Oliveira a apresentar o dito documento aos agentes educativos locais. Rochette acredita que o documento em causa seja resultado da proposta defendida pela anterior diretora da DREC, à qual sempre se opôs.

Dando conta daquele que foi o seu envolvimento, a convite do secretário de Estado da Educação, no estudo sobre a reorganização dos agrupamentos de escolas iniciado em fevereiro de 2011, o professor universitário garante nunca terem sido por si equacionadas propostas no sentido de criação de um único agrupamento escolar, acabando inclusivamente o projeto por não se concretizar com as eleições legislativas ocorridas em junho de 2011.

“Parece-me incompreensível a leviandade com que se referem hipotéticas propostas saídas de um estudo que não foi contratualizado entre o Ministério da Educação e a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, e que como tal não podem existir”, sublinha António Rochette, criticando a utilização “imprópria” de “uma pretensa proposta da sua autoria pela diretora regional “numa tentativa de justificar as suas posições”.

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