Rolo perguntou, mas Alves não falou sobre segurança do edifício da autarquia

“Julgo já ter dado resposta a todas as questões apresentadas”, referiu Mário Alves, em reunião pública do executivo, quando dava por concluído o período antes da ordem do dia.

Ficava, contudo, sem resposta a interpelação efectuada pelo vereador socialista José Francisco Rolo que, tinha pedido informações acerca das condições de segurança existentes no edifício da Câmara Municipal.

“O edifício possui alarme? Ele funciona?”, questionou o eleito socialista, lembrando que, ainda em 2007, o edifício foi objecto de um assalto.

Embora sem se referir em concreto à janela que, na madrugada do passado domingo, foi encontrada aberta no edifício camarário, com a particularidade de, pela sua localização, permitir o fácil acesso ao interior da Câmara Municipal, José Francisco Rolo dava a entender a sua preocupação relativamente ao caso que foi noticiado pelo correiodabeiraserra.com e, logo, acompanhado pelo posto local da GNR.

O assunto esgotou-se, por isso, na questão apresentada por Rolo, já que durante a reunião pública do executivo, o presidente não tocou no assunto, nem o vereador lembrou Alves da falta de resposta.

Rolo queixou-se da entrega tardia da documentação para a reunião

Pela segunda vez consecutiva, José Francisco Rolo queixou-se da entrega tardia, por parte dos serviços, da documentação necessária para a reunião do executivo.

“Isto é repetitivo”, denunciou o vereador socialista, informando que, só depois das 19h00 do dia anterior, lhe foi entregue a acta da última reunião. Rolo recordou também que, ainda na anterior reunião pública, efectuou semelhante reparo relativamente ao atraso na entrega dos documentos, ao mesmo tempo que lamentou o facto de os vereadores da oposição nem sequer terem “um apoio de retaguarda ao nível de gabinetes”. “É desagradável, à última hora e ao fim de um dia de trabalho, estar a analisar estes assuntos”, considerou, apelando para que “de uma vez por todas se acautele esta situação”, até para que os vereadores venham “mais preparados para as reuniões de câmara”.

Sem deixar de reconhecer os prejuízos causados pela entrega dos documentos, Mário Alves explicou a Rolo que no caso da acta, não se trata de um documento da reunião, porque “pode ser aprovado hoje, como daqui por 15 dias”.

Ribeiro de Almeida quer reuniões no Salão Nobre

O vereador eleito pelo PS, mas que na última reunião pública fez questão de esclarecer a sua condição de independente, propôs a Mário Alves a realização das reuniões públicas no Salão Nobre da autarquia. José Ribeiro de Almeida justificou a proposta com a constatação de que, dessa forma, será possível proporcionar “melhor comodidade aos intervenientes no acto”, quer se trate do executivo, quer dos jornalistas.

“Acho que a democracia tem destas coisas, de todos podermos transmitir os nossos pensamentos e de dar capacidade às maiorias de tomarem decisões”, reagiu Mário Alves, frisando que o facto de o vereador ter apresentado a proposta, não é condição para que a mesma seja aceite.

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