Rolo protestou por quebra de energia na Câmara e criticou “desperdício com foguetório puro”

“Há coisas que, insistentemente, se andam a repetir”, começou por dizer José Francisco Rolo, referindo-se ao facto de a documentação para a reunião de Câmara lhe ter sido remetida no domingo, dia 2 de Agosto, devido à falha de energia registada na tarde de 31 de Julho.

“Na sexta-feira fui avisado de que não me poderia ser enviada a documentação devido à falha de energia. Mas, pelo que sei, ainda me poderia ter sido enviada naquela tarde, no entanto só a recebi no domingo”, protestou o eleito, considerando “ridículo”, que se evoque a falta de luz para não se enviar a informação.

Sem deixar, também, de protestar pelo atraso na entrega de actas de reuniões anteriores e de resposta a requerimentos por si apresentados, José Francisco Rolo insurgiu-se por o edifício da autarquia não dispor de um sistema de manutenção de energia.

“A segurança do edifício é, praticamente, uma ficção e agora sabemos que, com tanto dinheiro que é gasto, o edifício não tem um sistema de manutenção de energia e informática”, sustentou, notando tratar-se de “uma situação ridícula”.

“Até ao final do mandato esta questão deve ser rapidamente ultrapassada”, aconselhou José Francisco Rolo, lamentando que “em 2009, depois de tantas conquistas ainda tenhamos que nos sujeitar a um regime típico do anos 50 do século XX”.

O fogo de artifício do último sábado chegou, também, à reunião pública do executivo, com o vereador socialista a considerar “absurda” a quantidade de fogo lançada. “Entendo que foi dinheiro lançado ao ar e queimado de seguida”, frisou o socialista, que se manifestou a favor das festas, convívio popular e animação dos espaços públicos, mas contra “o desperdício de foguetório puro”. “Não é minimamente razoável”, observou.

“A democracia é feita de discordância e pontos de encontro”, retorquiu Mário Alves, explicando que no caso da falha de luz também ele entendeu que a “Doutora Ângela não devia ter ligado, antes de ver se a energia chegava ou não”, já que estava em crer que a EDP iria resolver o problema o mais rapidamente possível.

Quanto ao sistema de manutenção de energia defendido por Rolo, o presidente da autarquia disse desconhecer que alguma Câmara tenha gerador. “O que nós temos é um posto de transformação privado para evitar oscilações no fornecimento da corrente”, explicou.

Sobre o fogo de artifício, Alves invocou a já habitual diferença de conceitos. “Aquilo que não consegue ver, há milhares de oliveirenses que gostam de ver”, referiu, considerando que “há conceitos de diversão totalmente diferentes”. “Podia ter gasto dinheiro com publicidade e entrevistas nos jornais”, ironizou.

“Eu decido se é, ou se não é …”

As lombas que continuam a não existir em Travanca de Lagos estiveram também em discussão, com José Francisco Rolo a questionar Mário Alves, sobre qual vai ser a posição da autarquia em relação à petição dos populares.

Sobre esta matéria, Rolo não beneficiou de grandes esclarecimentos, ficando apenas elucidado sobre o seu real papel no seio do executivo. “ Nós somos executivo em permanência. Eu decido se é, ou se não é”, afirmou Mário Alves, explicando a Rolo que “pode fazer as propostas que quiser”.

“Estamos aqui num sistema de governo: o meu amigo faz as propostas e eu entendo como entender”, insistiu o presidente da Câmara.

Voltando mais tarde ao assunto, Mário Alves disse que “até agora não há registo de um único caso de atropelamento em Travanca de Lagos”.

LEIA TAMBÉM

Incêndios adiam da tomada de posse do executivo da autarquia oliveirense

A catástrofe que se abateu sobre Oliveira do Hospital, com os incêndios, levou a uma …

Incêndio

Anda tudo a gozar connosco!!! Autor: Luís Lagos

Anda tudo a gozar connosco!!! Eu estou absolutamente farto!!! Fartinho!!! Haverá quem leia este post …