Estão em causa 100 milhões de euros em investimentos turísticos e mais de três centenas de empregos e o presidente da Região de Turismo da Serra da Estrela (RTSE) imputa responsabilidades ao governo de José Sócrates.

RTSE responsabiliza o Governo pelo atraso em investimentos e na criação de postos de trabalho

"Os investimentos, na maioria privados, não podem avançar por falta de regulamentação do Quadro de Referencia Estratégica Nacional (QREN). O atraso já é superior a um ano", adiantou Jorge Patrão à Lusa, dando conta de que "há obras prontas para arrancar, que podiam já estar a mexer com a economia e a empregar pessoas, mas falta a regulamentação do QREN".

Patrão lembra que "Isto não é brincadeira” e que “estão a prejudicar o interior e o país", na medida em que “há várias medidas de financiamento turístico que não podem funcionar, porque não se sabe quanto dinheiro vai estar disponível”. O responsável pela RTSE chega a recear que os empresários venham a desistir de projectos, porque – como referiu – a estrutura “já há um ano disse que havia intenção de os apoiar”. Mas, “até agora, nada", destaca.

O plano "Serra da Estrela Dinâmica" – classificado como PITER (Programa Integrado Turístico de Natureza Estruturante e Base Regional) – inclui duas dezenas de projectos para dez concelhos: Almeida, Belmonte, Covilhã, Fornos de Algodres, Gouveia, Guarda, Manteigas, Penamacor, Pinhel e Seia, com execução prevista até final de 2008. Entre estes projectos está a transformação do antigo sanatório dos ferroviários, na Covilhã numa unidade de alojamento de referência nacional e a criação de um aldeamento de montanha das Penhas da Saúde com uma telecabina para a estância de esqui da Torre. Destacam-se ainda os projectos para construção de hotéis em Penamacor, Gouveia e a reconversão da centenária fábrica de lanifícios Campos Melo, da Covilhã, num hotel com 150 quartos, SPA e centro interpretativo da indústria laneira.

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