Rui Antunes desafia novo presidente da ESTGOH a encontrar solução para escola oliveirense

 

… a responsabilidade de definir o rumo da escola, informando que a mudança da oferta formativa para a área de Saúde não é ponto assente, mas antes uma “pista” do Conselho Geral do IPC.

“Não se espere que a solução seja encontrada pelo Conselho Geral do Instituto Politécnico de Coimbra”, clarificou há instantes o presidente do IPC, na sessão em que deu posse ao arquiteto Carlos Veiga na presidência da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital (ESTGOH), eleito no dia 18 de abril, na sequência do pedido de demissão de Jorge Almeida, por não concordar com o novo rumo (área de Saúde) que o Conselho Geral pretendia dar à escola.

Um novo rumo que, sabe-se agora, não passa de “uma pista”, já que segundo o presidente do IPC “não está nada decidido”, colocando mesmo nas mãos da nova equipa diretiva – Carlos Veiga faz-se acompanhar por dois vice-presidentes, Vera Cunha e António Paulino – a responsabilidade de encontrar uma solução para a escola de Oliveira do Hospital, uma vez que está provado o excessivo número de cursos de engenharias e gestão nas escolas de todo o país.

“Fizemos proposta suficientemente em aberto para não fechar portas e criar becos, que era a possibilidade de abrir em Oliveira do Hospital cursos na área da saúde, porque neste momento são os únicos a fazer sair alunos de uma comunidade para outra”, referiu Rui Antunes, explicando que o que foi feito, foi no sentido de “manter aqui uma unidade de ensino superior, mas que tem que ser financeiramente sustentável”.

Sem deixar de sublinhar o apoio que tem sido prestado pela Câmara Municipal – “é parceira do projeto”, frisou – o presidente do IPC disse que “existem ainda outras hipóteses” que podem ser consideradas. Hipóteses que, segundo explicou, não se devem demorar muito nessa condição, devendo rapidamente passar a realidades, para que os novos cursos estejam em condições de abrir no ano letivo de 2013/2014.

Para o presidente do IPC o sucesso da escola não se esgotará nos novos cursos e dependerá muito da capacidade que a ESTGOH e Oliveira do Hospital tiverem em captar outras comunidades. “O desafio é de encontrar na comunidade algo que possa atrair um conjunto de pessoas para estudar em Oliveira do Hospital”, referiu Rui Antunes, responsabilizando a nova direção de levar por diante um trabalho de mobilização em torno da ESTGOH. Uma tarefa que é entendida pelo responsável, como sendo a “única hipótese” que a escola tem para contrariar a reduzida atratividade e para “fazer com que jovens de outros sítios do país coloquem a hipótese de vir estudar para Oliveira do Hospital”.

Numa sessão onde marcaram presença autarcas de Oliveira do Hospital, Tábua e Arganil e o presidente da Comunidade Intermunicipal do Pinhal Interior Norte (CIMPIN), Rui Antunes destacou ainda o importante papel que vem sendo desenvolvido pelas “comunidades locais” na defesa da ESTGOH.

Um fator decisivo para minimizar aquilo que são os impactos dos “contextos nacionais” diretamente relacionados com a indefinição em torno do financiamento do estado às escolas de ensino superior e da própria reorganização do ensino superior. Situações que, Rui Antunes, espera ver esclarecidas até ao início do próximo verão, na esperança de que, em matéria de financiamento, a tutela tenha em atenção não apenas o papel formador das escolas, mas também o de coesão social.

Na hora de dar posse a Carlos Veiga, o presidente do IPC não deixou de apreciar o trabalho feito pelo anterior presidente da ESTGOH. “A missão não foi fácil e desempenhou o melhor que soube e podia”, referiu, elogiando também a determinação do novo presidente “num momento com dificuldades várias”.

Carlos Veiga quer consolidar ensino superior em Oliveira do Hospital e no Pinhal Interior Norte num “projeto sustentável”

No dia em que tomou posse à frente do projeto de ensino superior que já conta com uma década de história em Oliveira do Hospital, Carlos Veiga primou por destacar a importância da escola no domínio da sub-região do Pinhal Interior Norte.

Uma terceira comunidade – depois da ESTGOH e do IPC – entendida pelo novo presidente como “a mais importante para o desenvolvimento do projeto coletivo da ESTGOH.”

“Somos a única instituição de ensino superior na área territorial da CIMPIN, por isso seremos o parceiro privilegiado das empresas, das instituições e das pessoas na formação de nível superior”, destacou o novo presidente da ESTGOH, que para o efeito espera poder contar com a contribuição da própria escola, do IPC e dos municípios da região, notando o apoio que tem sido dado “desde o primeiro dia” pela Câmara Municipal de Oliveira do Hospital.

Factores que para Carlos Veiga foram determinantes para abraçar o novo desafio, apesar dos constrangimentos. “Entendo que não são as restrições que definem o futuro, mas antes a ambição e os objetivos que nos propomos atingir”, clarificou, dando como certo, que o seu objetivo maior é o de consolidar o ensino superior em Oliveira do Hospital e no Pinhal Interior Norte, num “projeto sustentável integrado nos objetivos do IPC”. Um trabalho que diz ainda não saber como fazer, mas que acredita ser atingível desde que todos se revejam no objetivo que traçou.

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